Planalto vê tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros como cenário mais provável
Governo federal tenta uma última rodada de negociações antes do prazo final estabelecido por Washington, que termina na próxima quarta-feira
O governo federal passou a considerar como provável a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. A expectativa no Palácio do Planalto é que a decisão da administração do presidente Donald Trump seja anunciada até a próxima quarta-feira (15), encerrando um período de negociações entre os dois países sobre a política comercial norte-americana.
Na última sexta-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros no Palácio do Planalto para avaliar o andamento das tratativas e discutir possíveis cenários após o anúncio dos Estados Unidos. Participaram do encontro o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Apesar do clima de cautela, o governo brasileiro ainda busca uma última tentativa de negociação antes do fim do prazo.
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Segundo integrantes do governo, o Planalto trabalha para viabilizar uma nova reunião com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, embora o encontro ainda não tenha sido confirmado. Desde a reunião entre Lula e Trump, realizada na Casa Branca em maio, representantes brasileiros já se reuniram quatro vezes com Greer para discutir a proposta de sobretaxação. Na última quinta-feira (9), o chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) afirmou que as negociações permanecem distantes de um entendimento e que a decisão será anunciada em breve, conforme o prazo previsto pela legislação norte-americana.
Caso a tarifa seja confirmada, o governo brasileiro pretende analisar a lista de produtos atingidos e verificar a existência de exceções antes de definir uma resposta oficial. Entre as medidas em estudo estão a continuidade das negociações diplomáticas e a eventual aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica. Integrantes do Planalto afirmam, contudo, que qualquer reação dependerá da abrangência das sanções anunciadas pelos Estados Unidos.
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