sábado, 7 de novembro de 2026
INFLAÇÃO

Mercado reduz expectativa de inflação para 5,15% em 2026

Projeções para PIB, dólar e Selic permanecem estáveis

Luma Silveirapor em
Inflação
RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL
As expectativas do mercado financeiro para a inflação em 2026 mantêm a trajetória de queda observada nas últimas semanas. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 5,15%.Mercado reduz expectativa de inflação para 5,15% em 2026Mercado reduz expectativa de inflação para 5,15% em 2026

Na semana passada, o mercado projetava que o IPCA, índice que corresponde à inflação no país, fecharia o ano em 5,16%. Há quatro semanas, a expectativa era uma inflação de 5,33%. Para os anos 2027 e 2028, o boletim projeta inflação em 4,20% e 3,78%, respectivamente.

Nos demais indicadores (PIB, Câmbio e Selic), as projeções do mercado se mantiveram estáveis, também na comparação com as últimas semanas.

PIB e dólar

Com relação ao Produto Interno Bruto, (PIB – soma de todos os bens e serviços produzidos no país), as projeções do mercado financeiro são as mesmas há 3 semanas: crescimento de 1,99% em 2026. Há quatro semanas, as projeções eram de que a economia brasileira cresceria 1,98% no ano.

Para 2027, o mercado projeta um crescimento de 1,65% para o PIB. Para 2028, 2%.

As projeções para o câmbio ao final de 2026 estão estáveis há cinco semanas. A cotação prevista pelo mercado está em R$ 5,20 para o ano; em R$ 5,28 para 2027; e em R$ 5,30 para 2028.

Taxa Selic

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 se manteve em 14% pela quarta semana consecutiva.

A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é 14,25%. Com isso, há expectativa de pelo menos uma redução na atual taxa até o final de 2026.

A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.

As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.

De junho de 2025 até março de 2026, a Selic estava em 15% ao ano – o maior nível desde julho de 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano.

De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes.

Copom

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando produção e consumo no país – o que acaba por estimular a atividade econômica.

Por outro lado, segundo os especialistas que costumam ser consultados pelo BC para a elaboração do boletim Focus, créditos mais baratos tendem a aumentar pressões inflacionárias.

Ao aumentar a taxa Selic, o Copom faz com que o crédito no país fique mais caro, o que estimula, em vez de consumo, a aplicação de recursos em poupanças ou em renda fixa.

Na avaliação do mercado, taxas mais altas de juros acabam por dificultar a expansão da economia, uma vez que, ao desestimularem o consumo, reduzem demandas – ajudando a conter pressões inflacionárias.

Para definir as taxas de juros que cobram de seus clientes, os bancos consideram, também, outros fatores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Fonte: Agência Brasil

Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.

Tags:

Veja também

Motos elétricas podem superar modelos a combustão no Brasil

NEGÓCIOS

Motos elétricas podem superar modelos a combustão no Brasil

Estudo aponta que a mudança pode ocorrer entre 2031 e 2037, conforme o ritmo de expansão do mercad...
desenrola adimplentes

MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL

Perdão de dívidas do MEI será automático em janeiro; veja o que continua sendo cobrado

Cancelamento alcança a contribuição previdenciária vencida até 13 de outubro de 2026, mas não ...
Contribuintes têm até 16 de novembro para negociar dívidas com Goiânia e obter descontos de até 80%

DÍVIDA MUNICIPAL

Contribuintes têm até 16 de novembro para negociar dívidas com Goiânia e obter descontos de até 80%

Condições especiais incluem débitos tributários e não tributários, com abatimentos maiores par...
“Imposto do Pecado” muda tributação e exige adaptação de empresas

NEGÓCIOS

“Imposto do Pecado” muda tributação e exige adaptação de empresas

Medida provisória estabelece alíquotas provisórias para produtos como bebidas, cigarros e veícul...
“Imposto do pecado”: veja quanto será cobrado sobre cigarros, bebidas e carros

REFORMA TRIBUTÁRIA

“Imposto do pecado”: veja quanto será cobrado sobre cigarros, bebidas e carros

Cigarros terão alíquota de 66,7%, enquanto determinados destilados ficarão em 24%; cobrança come...
Quem é contra o fim da escala 6x1? Conheça as entidades que recorreram ao STF

DIREITOS DO TRABALHADOR

Quem é contra o fim da escala 6×1? Conheça as entidades que recorreram ao STF

Confederações da indústria e do comércio questionam a mudança; argumentos incluem custos, acord...
Proposta de CBS preocupa indústria goiana e pode pressionar preços

Impostos

Proposta de CBS preocupa indústria goiana e pode pressionar preços

A alíquota de 11,3% proposta pelo TCU para 2027 supera os 9,2% esperados pelo setor industrial. Re...
Banco Central mantém Selic em 13,75% diante de incertezas econômicas

TAXA DE JUROS

Banco Central mantém Selic em 13,75% diante de incertezas econômicas

Copom interrompe ciclo de cortes nos juros básicos após cinco reduções consecutivas. Instabilida...