quarta-feira, 22 de julho de 2026
APOSTAS ESPORTIVAS

Justiça dá 48 horas para Virgínia apagar anúncios de bets das redes sociais

Liminar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal atende pedido do Ministério Público e determina a retirada de anúncios de apostas sem identificação clara como publicidade

Bia Salespor Bia Sales em 22 de julho de 2026 às 16:30
Justiça dá 48 horas para Virgínia apagar anúncios de bets das redes sociais
(Imagem: Redes Sociais)

O prazo de 48 horas determinado pela Justiça para que a influenciadora Virgínia Fonseca retire anúncios de apostas online de suas redes sociais já está em andamento. A decisão foi concedida em caráter liminar pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) e atinge parte da publicidade veiculada por ela em parceria com a plataforma Blaze no Instagram. A informação foi apurada pelo analista de Segurança Pública da CNN Elijonas Maia.

A medida atende a um pedido do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), que apontou risco de dano coletivo aos seguidores da influenciadora. Segundo o órgão, Virgínia vinha divulgando vídeos incentivando o público a apostar na plataforma sem identificar de forma clara que se tratava de publicidade paga.

A decisão foi assinada pelo desembargador Renato Rodovalho Scussel e determina que toda publicidade relacionada a apostas esportivas ou jogos online publicada por Virgínia — incluindo stories, reels, publicações no feed e transmissões ao vivo — seja identificada de maneira clara e ostensiva como conteúdo publicitário, mesmo quando inserida em postagens sobre sua rotina pessoal ou viagens.

Além disso, a liminar proíbe a divulgação de campanhas que prometam lucros fixos ou garantidos, apresentem apostas como fonte de renda, alternativa ao emprego ou solução para problemas financeiros, bem como anúncios que transmitam a ideia de inexistência de riscos de perda.

O processo teve início após um pedido anterior do Ministério Público para retirada das publicações ser negado por falta de comprovação de urgência e risco coletivo. No recurso apresentado ao Tribunal de Justiça, o MPDFT anexou o contrato de contratação da Blaze e outros elementos que, segundo a investigação, demonstrariam a necessidade de retirada imediata dos conteúdos.

Na mesma manifestação, o Ministério Público ampliou o pedido de indenização para R$ 380 milhões, valor que, segundo o órgão, deverá ser pago por Virgínia Fonseca e pela Blaze aos apostadores que teriam perdido dinheiro sem saber que estavam sendo influenciados por publicidade remunerada.

Procurada, a assessoria de Virgínia informou que ainda não havia tido acesso ao teor da decisão e que deverá se manifestar após analisar o documento. A Blaze, por sua vez, não comentou a decisão mais recente. Em manifestações anteriores, a empresa afirmou colaborar com as investigações e declarou que atua com ética e responsabilidade.

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