REELEIÇÃO

PT oficializa candidatura de Lula ao quarto mandato na Presidência

Em convenção realizada em São Paulo, presidente confirmou Geraldo Alckmin como vice e apresentou prioridades para um eventual novo mandato

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 2 de agosto de 2026 às 15:00
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Luiz Inácio Lula da Silva durante convenção (Foto: Reprodução/ YouTube)

O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, abrindo formalmente a campanha do petista para um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. Em convenção realizada em São Paulo, Lula confirmou que disputará novamente a Presidência tendo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa e apresentou as principais diretrizes que pretende defender durante a campanha.

Em um discurso de mais de uma hora, o presidente reforçou que a defesa da soberania nacional será um dos eixos centrais da candidatura, especialmente após os recentes atritos comerciais com os Estados Unidos. 

Lula também antecipou cinco compromissos para um eventual novo mandato: concluir mudanças na educação, criar um programa voltado à população idosa, fortalecer a indústria de defesa, manter o controle brasileiro sobre as reservas de terras raras e ampliar políticas de transição energética. Segundo o presidente, o programa completo de governo será divulgado apenas a partir de 16 de agosto, quando começa oficialmente a campanha eleitoral.

Além da agenda econômica e estratégica, Lula voltou a abordar o enfrentamento à violência contra as mulheres. O presidente reconheceu que o problema permanece grave no país, mas afirmou que seu governo ampliou políticas públicas voltadas à proteção feminina. Durante o discurso, também disse que não pretende buscar apoio de agressores.

“Não tem problema que eu perca algum voto, mas não é necessário e não é possível. O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser”, afirmou.

Ao tratar do tema, Lula declarou ainda que o combate à violência de gênero é um processo contínuo e comparou o desafio à construção de um mundo melhor, dizendo que a sociedade só estará completa quando esse tipo de crime deixar de existir.

Ainda, durante a convenção, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também discursou em defesa da reeleição do presidente. Segundo Haddad, o Brasil precisa de uma liderança experiente para enfrentar o cenário internacional e preservar a soberania nacional. O evento reuniu ministros, parlamentares e dirigentes de partidos aliados, entre eles Benedita da Silva, Marina Silva, Márcia Lopes, Guilherme Boulos, Aloizio Mercadante, Rogério Carvalho e Simone Tebet.

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