PF pede ao STF abertura de terceiro inquérito contra Lulinha
Filho do presidente Lula é investigado por suposta atuação em favor de empresa de tecnologia com contratos milionários com o governo federal; defesa nega irregularidades
A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desta vez, a corporação apura suspeitas de tráfico de influência em benefício de empresas parceiras, em um desdobramento das investigações que tiveram origem na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS.
Segundo a PF, Lulinha teria utilizado sua proximidade com o governo federal para favorecer a empresa de tecnologia 3Structure It LTDA, sediada em Florianópolis. A companhia possui contratos em vigor com órgãos federais que somam R$ 55,7 milhões. Entre eles está um acordo firmado em 2022 com o Centro Integrado de Telemática do Exército para fornecimento de soluções de tecnologia da informação, posteriormente ampliado por meio de aditivo contratual. O pedido de investigação ainda será analisado pelo ministro André Mendonça.
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Na semana passada, Mendonça já havia autorizado a abertura de dois outros inquéritos envolvendo o filho do presidente. Um deles investiga suposto tráfico de influência e corrupção passiva em negociações ligadas ao Ministério da Saúde para beneficiar o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O outro apura a suposta participação de Lulinha em tratativas relacionadas à Dataprev, estatal responsável pela gestão de dados de programas sociais do governo federal.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega qualquer irregularidade e afirma que o empresário é alvo de perseguição por ser filho do presidente da República. Em nota, o advogado Marco Aurélio de Carvalho classificou as investigações como uma “caçada” e afirmou que setores da Polícia Federal estariam promovendo uma “pesca probatória”, sustentando que os inquéritos não teriam sido instaurados se Lulinha não tivesse vínculo familiar com o chefe do Executivo.
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