Caiado convida Cristiane Schmidt para comandar área econômica de sua campanha presidencial
Ex-secretária da Economia de Goiás e atual presidente da MSGÁS deve integrar equipe do candidato do PSD nos próximos dias para colaborar na elaboração do plano de governo
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, convidou a economista Cristiane Schmidt para assumir a função de porta-voz da área econômica de sua campanha e contribuir com a formulação do programa de governo. Atual presidente da MSGÁS, empresa de gás de Mato Grosso do Sul, ela deve passar a integrar oficialmente a equipe de campanha dentro de aproximadamente dez dias, após concluir compromissos administrativos na estatal.
Cristiane Schmidt ocupou a Secretaria da Economia de Goiás entre 2019 e 2023, durante a gestão de Caiado no governo estadual. Nesse período, participou das ações voltadas ao ajuste das contas públicas e à ampliação de investimentos em áreas como saúde, educação, segurança pública e programas sociais. A confirmação do convite foi feita pela assessoria do presidenciável, que informou que a economista atuará na construção das propostas econômicas da candidatura.
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A coordenação do plano de governo permanece sob responsabilidade do ex-deputado federal e ex-ministro Roberto Brant, que já afirmou defender uma agenda econômica distinta da adotada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes de aceitar o convite de Caiado, Cristiane Schmidt também esteve em conversas com integrantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), incluindo a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, o que gerou expectativa sobre uma possível participação na equipe do candidato liberal.
Com trajetória nos setores público e privado, Cristiane Schmidt é mestre e doutora em Economia pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e foi pesquisadora visitante da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Ao longo da carreira, atuou no Ministério da Fazenda, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no Banco Mundial, na Embratel, no Itaú Asset e no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV). Em análises recentes, tem defendido medidas para elevar o crescimento econômico, aumentar a produtividade e conter o avanço da dívida pública, além de fazer críticas às exceções previstas no atual arcabouço fiscal.
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