Federação da Jordânia acusa Fifa de chantagem e aumenta pressão sobre Infantino
Presidente da entidade jordaniana afirma que recebeu sinalização de benefícios em troca de apoio político ao dirigente suíço e diz que não apoiará uma nova reeleição
A crise política envolvendo a Fifa e o presidente Gianni Infantino ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (4). O presidente da Federação de Futebol da Jordânia, príncipe Ali Bin Al Hussein, acusou a entidade máxima do futebol de praticar chantagem política ao condicionar apoio institucional à sua gestão em troca de benefícios para o futebol jordaniano.
Segundo o dirigente, durante a participação da Jordânia na Copa do Mundo, uma pessoa ligada à Fifa teria indicado que a federação teria “um grande caminho” para resolver pendências e obter apoio caso declarasse apoio à permanência de Infantino no comando da entidade. Ali Bin Al Hussein afirmou que a proposta foi rejeitada e classificou a situação como incompatível com os valores defendidos pela federação do país.
Críticas da Federação Jordaniana à FIFA e a Copa do Mundo
Além da denúncia, o dirigente também criticou a atuação da Fifa em questões envolvendo a seleção jordaniana. Entre os pontos levantados estão dificuldades enfrentadas por torcedores para obtenção de vistos, cobranças tributárias sobre premiações recebidas durante a Copa do Mundo e o atraso no pagamento de valores referentes à participação da equipe na Copa Árabe disputada no Catar.
“Temos orgulho de defender valores éticos. Não apoiamos Infantino antes e certamente não o faremos agora. Toda a situação equivale a chantagem e nos recusamos a ceder”, declarou o presidente da federação jordaniana.
Procurada pela imprensa internacional, a Fifa ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.
As declarações aumentam a pressão sobre Gianni Infantino em um momento de forte desgaste político. Nas últimas semanas, diversas federações nacionais e confederações continentais passaram a questionar a condução da entidade, especialmente após a polêmica envolvendo a proposta da FIFA Forward Enterprise (FFE), projeto que previa a entrada de investidores privados na exploração comercial das competições organizadas pela Fifa.
A resistência ao plano provocou reações de entidades como Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC), além de federações nacionais que retiraram apoio à possível reeleição de Infantino. O dirigente suíço acabou recuando da proposta.
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