Conmebol defende eleições e rejeita mudanças fora dos estatutos da Fifa
Entidade sul-americana cobra respeito à governança e afirma que sucessão na presidência deve ocorrer pelo processo eleitoral previsto
A Conmebol se posicionou nesta quinta-feira (6) sobre a crise política que envolve a Fifa e defendeu que qualquer mudança na presidência da entidade ocorra exclusivamente pelos mecanismos previstos em seus estatutos. Em nota oficial, a confederação sul-americana afirmou que não apoiará iniciativas que desconsiderem o processo eleitoral.
O posicionamento ocorre em meio à pressão da Uefa sobre o presidente Gianni Infantino após a apresentação da FIFA Forward Enterprise (FFE), projeto que previa a entrada de investidores privados em uma estrutura ligada às receitas das principais competições da entidade. Diante da resistência de federações e confederações, a proposta foi retirada.
Conmebol em cima do muro?
Sem declarar apoio direto à permanência de Infantino, a Conmebol ressaltou que o diálogo, a transparência e o respeito às normas de governança devem prevalecer. A entidade também criticou decisões unilaterais e alertou para o risco de desgaste institucional do futebol.
A nota lembra que o prazo para inscrição de candidaturas à presidência da Fifa termina em 18 de novembro. O próximo mandatário será escolhido pelo Congresso da entidade, formado pelas 211 associações filiadas, e terá a missão de conduzir a preparação para a Copa do Mundo de 2030.
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