Uefa mantém boicote à Fifa e cobra mudanças na entidade
Confederação europeia diz que perdeu confiança em Gianni Infantino e afirma que condições para encerrar protesto ainda não foram atendidas
A Uefa reafirmou nesta quinta-feira (6) que manterá o boicote às competições organizadas pela Fifa, incluindo as Copas do Mundo, mesmo após a entidade máxima do futebol desistir do projeto que previa a abertura de seu modelo comercial a investidores privados. Em comunicado, a confederação europeia declarou que ainda não existem garantias suficientes para restabelecer a confiança na gestão da Fifa.
Segundo a Uefa, a retirada do plano de investimentos externos era apenas uma das exigências apresentadas pelas federações filiadas. A entidade afirma que também espera garantias de que iniciativas semelhantes, consideradas prejudiciais ao futebol, não voltarão a ser propostas. Para a confederação, essas condições continuam pendentes, motivo pelo qual o boicote permanece em vigor.
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Na quarta-feira (5), após uma reunião de emergência realizada no Marrocos, a Fifa reconheceu falhas na condução do projeto e pediu desculpas pela proposta, que enfrentou forte resistência de diversas confederações. Apesar da autocrítica, a entidade manifestou apoio integral ao presidente Gianni Infantino, destacando que ele continua respaldado pelas 211 associações nacionais filiadas.
A resposta da Uefa foi imediata. Em nota, a confederação afirmou que as declarações de dirigentes ligados à presidência da Fifa não alteram sua posição e reiterou que perdeu a confiança na liderança de Infantino. O dirigente, que deverá concorrer à reeleição em março de 2027, enfrenta críticas desde que apresentou o plano, posteriormente retirado diante da oposição liderada pela Uefa e pela Concacaf.
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