Rede de educação de Goiânia entra em greve
Decisão foi tomada nesta quarta-feira (13), após categoria rejeitar proposta apresentada pela Prefeitura
Os trabalhadores e trabalhadoras da Rede Municipal de Educação de Goiânia decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (17). A paralisação foi aprovada por mais de 60% dos participantes de uma assembleia da categoria, realizada nesta quinta-feira (13), na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), após a rejeição da proposta apresentada pela Prefeitura de Goiânia.
A decisão envolve os servidores administrativos da rede municipal. Segundo a categoria, houve tentativas de diálogo e negociação antes da votação. No entanto, a proposta apresentada pelo Executivo municipal não foi aprovada pela maioria dos participantes.
A vereadora Ludmylla Morais informou que a decisão pela greve foi tomada pela maioria dos participantes da assembleia. “Finalizou agora a Assembleia da Rede Municipal de Educação e a categoria, por maioria, decidiu pela rejeição da proposta do prefeito. Então, a partir de segunda-feira, é greve no município de Goiânia até que a reivindicação da categoria seja atendida”, afirmou Ludmylla.
Professora da Rede Municipal de Educação de Goiânia e vereadora pelo PT, Ludmylla também declarou que a categoria espera uma nova proposta da Prefeitura para avançar nas negociações.
Bia de Lima cobra avanço nas negociações
A deputada estadual Bia de Lima (PT) e presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) afirmou que a decisão ocorreu após diversas tentativas de negociação para construir uma proposta voltada aos servidores administrativos da Educação. Segundo ela, os trabalhadores aguardam uma nova proposta do Executivo municipal.
“Mais de 60% dos votantes na Assembleia optaram por entrar em greve, aguardando que o prefeito possa apresentar uma proposta melhor”, afirmou.
A deputada também disse que houve esforço da categoria para tentar chegar a um acordo antes da greve. “Todos fizemos um esforço grande para que o prefeito pudesse compreender o clamor da categoria administrativa da Rede Municipal de Goiânia”, declarou.
De acordo com Bia, os trabalhadores pretendem continuar buscando uma solução para as reivindicações apresentadas ao município. “É nesse sentido que a gente segue lutando para que a gente consiga atender os direitos e os anseios dos administrativos da Rede Municipal de Goiânia”, afirmou.
A parlamentar ainda declarou que a continuidade das negociações depende de uma nova proposta do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel: “Agora está nas mãos do prefeito. As negociações devem avançar justamente para que a gente possa rapidamente resolver esta pauta”, finalizou Bia.
Até o momento, a Prefeitura de Goiânia não se manifestou sobre a greve.
*matéria em atualização
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