Caso de raiva canina próximo a Goiás acende alerta após mais de duas décadas
Distrito Federal voltou a confirmar a doença em um cão depois de mais de 20 anos; episódio reforça importância da vacinação dos animais
Um caso de raiva canina registrado no Distrito Federal, região vizinha a Goiás, acendeu um alerta para a importância da vacinação de cães e gatos contra a doença. A confirmação chama a atenção porque o DF não registrava um caso de raiva em cães havia mais de duas décadas.
O animal infectado era uma cadela que vivia na região do Lago Norte. Após apresentar sinais compatíveis com a doença, ela morreu e exames laboratoriais confirmaram a infecção pelo vírus da raiva.
Segundo as informações divulgadas, a investigação epidemiológica apontou para um ciclo de transmissão silvestre. A presença de morcegos na região onde o animal vivia é um dos elementos considerados na apuração.
O episódio no Distrito Federal não é isolado. Outro caso de raiva canina foi confirmado recentemente em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, onde a doença também não era registrada em cães havia décadas.
As ocorrências chamam a atenção para uma doença grave e que pode atingir tanto animais quanto seres humanos.
Raiva pode ser transmitida para humanos
A raiva é uma zoonose viral que afeta mamíferos e compromete o sistema nervoso central. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com a saliva de um animal infectado, especialmente por meio de mordidas, mas também pode acontecer por arranhões ou pelo contato da saliva com feridas e mucosas.
A doença apresenta elevada letalidade após o surgimento dos sintomas, o que torna a prevenção fundamental.
A vacinação de cães e gatos continua sendo uma das principais formas de proteção. Além disso, a recomendação é evitar contato direto com animais silvestres, principalmente morcegos encontrados caídos, mortos ou apresentando comportamento incomum.
Caso um cão ou gato tenha contato com um morcego ou outro animal suspeito, a orientação é procurar os serviços responsáveis pela vigilância em saúde para receber as instruções adequadas.
Em situações de mordida ou arranhão, a pessoa deve lavar imediatamente o ferimento com água e sabão e procurar atendimento de saúde para avaliação da necessidade de profilaxia contra a raiva.
O registro no Distrito Federal, próximo a Goiás, reforça a necessidade de manter a vacinação dos animais atualizada mesmo em regiões que passam longos períodos sem registrar casos da doença.
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