Globo compra novelas turcas e transforma capítulos para formato vertical
Emissora adquiriu produções da Turquia e reeditou o conteúdo para adequá-lo ao formato de novelas curtas voltadas ao streaming
A Globo está ampliando a aposta nas chamadas novelas verticais e encontrou nas produções turcas uma forma de abastecer o novo formato. Depois de comprar títulos que já haviam sido produzidos como microdramas, a empresa passou a testar também a transformação de produções originalmente feitas em outro formato.
A estratégia envolve reeditar o material para adequá-lo à linguagem vertical e aos episódios curtos consumidos principalmente pelo celular.
Não se trata, portanto, de produzir versões brasileiras das histórias. O conteúdo original é preservado, mas passa por um trabalho de edição para ganhar uma nova apresentação no streaming.
Globo já vinha testando novelas turcas
A presença de microdramas turcos no Globoplay não começou agora. Em maio, a plataforma lançou Meu Acordo Secreto com o Milionário e Vingança Sem Medidas, duas produções de origem turca disponibilizadas como novelinhas verticais.
A experiência continuou em julho. No dia 7 daquele mês, chegou ao catálogo Conquistada Pelo Inimigo, com 80 episódios de aproximadamente dois minutos. Uma semana depois, em 14 de julho, foi lançada Traída Pelo Meu Marido no Jogo do Poder, com 40 capítulos curtos.
Essas produções, no entanto, já foram adquiridas pela Globo no formato de microdrama.
Em agosto, outra história turca entrou para o catálogo: Quem é a Verdadeira Herdeira? (True Princess vs Fake Heiress). A produção tem 55 episódios de cerca de dois minutos e acompanha Olivia, jovem que precisa esconder sua verdadeira identidade enquanto a meia-irmã ocupa seu lugar como herdeira de uma família rica.
Globo testa outra estratégia
Agora, a Globo avança para uma experiência diferente. Em vez de adquirir somente produções que já nasceram como microdramas verticais, a empresa testa a possibilidade de comprar outros conteúdos turcos e trabalhar o material na edição.
A ideia é aproveitar histórias já gravadas e reorganizar cenas e capítulos para adequá-los ao consumo rápido e vertical. A movimentação permite que a empresa amplie o número de títulos disponíveis nesse segmento sem necessariamente realizar novas gravações.
Novelas verticais ganham espaço
O formato acompanha uma mudança no hábito de consumo do público. Em vez de capítulos longos assistidos na televisão, os microdramas apostam em episódios de poucos minutos, muitos deles pensados para a tela do celular.
O próprio Globoplay já criou uma área dedicada às “novelinhas”, reunindo conteúdos originais, produções internacionais e versões curtas de histórias conhecidas.
Com os testes envolvendo produções turcas, a Globo passa a explorar diferentes caminhos para aumentar esse catálogo: comprar microdramas já prontos e, ao mesmo tempo, experimentar a reedição de conteúdos originalmente concebidos em outros formatos.
A estratégia também aproveita o interesse do público brasileiro pelas produções da Turquia, que vêm ocupando espaço cada vez maior nos serviços de streaming.
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