Seu pet também sente o calorão: veja como protegê-lo
Temperatura elevada e umidade de 15% aumentam os riscos de desidratação, queimadura nas patas e mal-estar entre cães e gatos
Se o calor de Goiânia já está difícil para os seres humanos, imagine para os animais cobertos de pelos. A capital pode chegar aos 34°C nesta quarta-feira (26), enquanto a umidade relativa do ar poderá cair para apenas 15%.
Cães e gatos também sofrem com as altas temperaturas, mas não conseguem se refrescar por meio do suor como as pessoas. Os cães controlam parte do calor ofegando, enquanto as patas também participam da regulação térmica.
Quando esses mecanismos não dão conta, a temperatura corporal pode subir perigosamente. O quadro, chamado de hipertermia, pode provocar danos aos órgãos e levar o animal à morte quando não há atendimento rápido.
Alguns pets precisam de cuidado redobrado. É o caso de filhotes, idosos, animais obesos e aqueles que possuem doenças respiratórias ou cardíacas. Cães de focinho curto, como pug, buldogue e shih-tzu, costumam ter ainda mais dificuldade para respirar no calor.
Como refrescar o pet no calorão
- Água nunca pode faltar
Mantenha água limpa e fresca disponível durante todo o dia. Troque o conteúdo dos recipientes com frequência e deixe os potes longe da exposição direta ao sol.
- Escolha os horários dos passeios
Prefira sair no começo da manhã ou depois que o sol baixar. No meio da tarde, além do calor intenso, o asfalto pode causar queimaduras nas patas.
- Faça o teste do chão
Coloque o dorso da mão sobre o asfalto por alguns segundos. Se você não conseguir mantê-la no local por causa da temperatura, o pet também não deverá caminhar naquela superfície.
- Reduza as atividades físicas
Não é o melhor dia para corridas ou caminhadas prolongadas. Diminua o ritmo, faça pausas em locais sombreados e leve água durante o passeio.
- Garanta sombra e ventilação
O animal precisa ter acesso a um espaço protegido do sol e com circulação de ar. Não o deixe preso em varandas, quintais ou áreas cobertas por telhas que acumulam calor.
- Aposte em superfícies frescas
Tapetes refrescantes próprios para animais podem ajudar. Outra alternativa é colocar uma garrafa de água congelada, envolvida em uma toalha, perto da caminha — nunca diretamente sobre o corpo do pet.
- Cuidado com os alimentos
Rações úmidas e petiscos preparados com ingredientes permitidos podem ajudar na hidratação. Não ofereça sorvetes destinados a humanos ou frutas sem verificar se são seguras para a espécie.
- Não exagere na tosa
Retirar todo o pelo nem sempre refresca. A pelagem também protege a pele do sol e participa do isolamento térmico. Converse com um veterinário ou profissional especializado antes de realizar uma tosa muito baixa.
- Jamais deixe o pet dentro do carro
Nem mesmo uma parada rápida é segura. O interior do veículo esquenta em poucos minutos, e deixar uma fresta na janela não impede que a temperatura alcance níveis perigosos.
- Fique atento ao comportamento
Ofegação muito intensa, excesso de saliva, fraqueza, vômito, língua ou gengivas arroxeadas, confusão e dificuldade para caminhar são sinais de emergência.
O que fazer se o animal passar mal?
Leve o pet imediatamente para um local fresco e ventilado. Ofereça água, sem forçar o consumo, e comece a resfriá-lo gradualmente com água fresca nas patas, no abdômen e nas axilas.
Evite água muito gelada, gelo diretamente sobre o corpo ou o uso prolongado de toalhas molhadas, pois essas medidas podem dificultar a perda de calor. O atendimento veterinário deve ser procurado o mais rápido possível, mesmo que o animal pareça melhorar.
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