Peixe betta pode viver em aquário pequeno? Veja sete mitos e verdades
Espécie precisa de espaço, temperatura controlada, filtro e qualidade adequada da água para permanecer saudável
Colorido, pequeno e muito popular entre quem está começando no aquarismo, o peixe betta costuma ser apresentado como um animal fácil de cuidar. No entanto, isso não significa que ele possa viver bem em qualquer recipiente ou sem equipamentos básicos.
Apesar da fama de resistente, o betta precisa de espaço, água com temperatura e pH adequados, enriquecimento ambiental e alimentação equilibrada. A falta desses cuidados pode provocar estresse, doenças e reduzir sua expectativa de vida.
Confira sete mitos e verdades sobre os cuidados com a espécie:
1. Betta não precisa de aquário grande: meia verdade
O betta não exige um aquário tão amplo quanto espécies maiores, mas isso não significa que possa ser mantido nas pequenas “beteiras” encontradas no comércio.
A recomendação apresentada é utilizar um aquário com aproximadamente 20 litros. O espaço deve receber substrato, plantas e ornamentos que permitam ao peixe explorar o ambiente e encontrar locais de proteção.
Originário de regiões asiáticas com pântanos e plantações de arroz, o betta vive em ambientes com cobertura vegetal. Um aquário muito pequeno limita seus movimentos, aumenta o estresse e dificulta a manutenção da qualidade da água.
Um volume maior também ajuda a manter as condições do ambiente estáveis por mais tempo.
2. A manutenção custa pouco: mito
O preço do peixe pode ser acessível, mas a estrutura necessária não deve ser ignorada. Assim como outras espécies de água doce, o betta precisa de filtro, termômetro e termostato com aquecedor.
A temperatura da água deve ficar entre 26°C e 28°C, enquanto o pH indicado varia de 6,8 a 7,4. Alterações frequentes nesses parâmetros podem prejudicar a saúde do animal.
Também é necessário controlar substâncias como amônia, nitrito e nitrato. Colocar o peixe diretamente na água da torneira, sem tratamento e avaliação, pode expô-lo a compostos prejudiciais.
O filtro deve ser compatível com o tamanho do aquário. Portanto, o custo de manter um betta de maneira adequada pode ser semelhante ao de outros peixes de água doce do mesmo porte.
3. Bettas são territorialistas: verdade
A espécie é conhecida pelo comportamento territorial. As disputas ocorrem principalmente quando dois machos são colocados no mesmo espaço.
As fêmeas também podem brigar, especialmente fora do período reprodutivo. Por isso, qualquer tentativa de manter mais de um betta no mesmo aquário exige avaliação especializada e observação constante.
Brigas, perseguições e outros sinais de tensão podem causar ferimentos e adoecimento.
4. O betta precisa viver sempre sozinho: mito
Embora seja territorialista, o betta não precisa necessariamente ser o único habitante do aquário. A convivência dependerá do temperamento dos animais, do tamanho do ambiente e da compatibilidade entre as espécies.
Os possíveis companheiros precisam ser pacíficos e viver nas mesmas condições de temperatura e pH. A matéria cita corydoras, ottos, tanicts, rasboras e botias como possibilidades gerais.
Entretanto, a combinação não deve ser feita automaticamente. O tutor precisa conversar com um profissional especializado em animais aquáticos para avaliar o tamanho do aquário, as necessidades de cada espécie e o comportamento do betta.
5. É fácil diferenciar macho e fêmea: verdade
Nos animais adultos, as diferenças costumam ser mais visíveis. Os machos geralmente apresentam caudas maiores e esvoaçantes, enquanto as fêmeas tendem a ter nadadeiras menores e discretas.
A identificação é importante porque os machos costumam apresentar comportamento territorial mais intenso. Mesmo assim, o sexo não é o único critério para prever possíveis conflitos dentro do aquário.
6. Bettas conseguem aprender truques: verdade
O peixe betta pode aprender a seguir o dedo do tutor pelo vidro, atravessar pequenos arcos e até saltar.
Antes de iniciar qualquer treinamento, o peixe deve estar saudável, bem alimentado e vivendo em condições adequadas. A comida pode ser utilizada como estímulo, mas as sessões precisam ser curtas para não provocar estresse.
O tutor também deve evitar tocar no animal. O contato pode danificar a camada protetora presente sobre o corpo do peixe.
7. Betta pode viver cinco anos: verdade
Quando recebe os cuidados necessários, o betta pode viver até cinco anos em cativeiro. A longevidade depende da qualidade da água, da alimentação, da compatibilidade com outros habitantes e da manutenção do aquário.
Mudanças no comportamento, falta de apetite, dificuldade para nadar ou alterações na aparência devem ser avaliadas por um médico-veterinário especializado.
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