domingo, 1 de novembro de 2026
Fenômeno

Tempestade solar pode atingir a Terra e provocar auroras em regiões incomuns

Explosão no Sol envia partículas à Terra e pode iluminar o céu com auroras

Otavio Augustopor em
Tempestade solar pode atingir a Terra e provocar auroras em regiões incomuns

Uma tempestade geomagnética associada a uma explosão solar registrada em 25 de agosto pode atingir a Terra nos próximos dias. O fenômeno começou com uma explosão de classe M6.9 no Sol, que lançou uma ejeção de massa coronal, conhecida pela sigla EMC.

Esse tipo de evento transporta partículas carregadas e plasma para o espaço. Quando parte desse material segue em direção à Terra, pode interagir com o campo magnético do planeta e provocar uma tempestade geomagnética.

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos, a NOAA, classificou a possibilidade de impacto entre os níveis G1 e G2. A escala utilizada pelo órgão vai de G1, considerado menor, até G5, classificado como extremo.

Além dos possíveis efeitos sobre sistemas tecnológicos, a atividade geomagnética pode produzir um fenômeno observado no céu. Dependendo da intensidade da tempestade, as partículas solares podem favorecer o surgimento de auroras em regiões mais afastadas dos polos.

Tempestade

O que acontece quando a tempestade solar chega à Terra

A ejeção de massa coronal pode levar partículas carregadas do Sol em direção ao espaço interplanetário. Quando esse material alcança a vizinhança da Terra, ocorre uma interação com o campo magnético terrestre.

Como resultado, podem surgir alterações temporárias no ambiente espacial próximo ao planeta. A intensidade depende das características da ejeção e da forma como ela interage com o campo magnético da Terra.

No caso previsto para os próximos dias, a NOAA emitiu alerta para uma tempestade geomagnética de nível G1 e, posteriormente, de nível G2.

Uma tempestade G1 é classificada como menor. Já uma G2 é considerada moderada. Em eventos desses níveis, os efeitos podem aparecer principalmente em sistemas localizados em regiões de maior latitude.

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Auroras podem aparecer mais longe dos polos

Um dos efeitos mais conhecidos das tempestades geomagnéticas é a formação de auroras. O fenômeno ocorre quando partículas energéticas associadas ao ambiente espacial interagem com a atmosfera terrestre.

Normalmente, as auroras são observadas com maior frequência em regiões próximas aos polos. No entanto, tempestades geomagnéticas mais intensas podem expandir a área onde elas podem ser vistas.

Por isso, o aumento da atividade geomagnética pode transformar o céu em diferentes regiões do planeta. A possibilidade de observação depende, porém, da intensidade efetivamente registrada durante a chegada da tempestade, além das condições de observação no local.

 

 

 

As auroras apresentam diferentes tonalidades e formas. Elas ocorrem quando partículas energéticas interagem com gases presentes nas camadas superiores da atmosfera.

Sistemas de comunicação e satélites também podem sentir os efeitos

A tempestade geomagnética não afeta apenas a aparência do céu. A atividade solar também pode provocar alterações temporárias em sistemas tecnológicos.

Redes elétricas localizadas em altas latitudes podem registrar oscilações de tensão e precisar adotar procedimentos operacionais. Além disso, satélites que orbitam em baixa altitude podem sofrer aumento do arrasto atmosférico.

Esse aumento ocorre porque a atividade solar pode aquecer e expandir as camadas superiores da atmosfera. Como consequência, os satélites podem encontrar maior resistência durante o movimento orbital.

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As comunicações por rádio também podem apresentar instabilidades durante períodos de atividade solar elevada. Além disso, missões espaciais precisam considerar a exposição dos astronautas à radiação durante determinados eventos solares.

Os efeitos, entretanto, variam de acordo com a intensidade e as características de cada tempestade. Nem todos os eventos produzem impactos significativos nos sistemas terrestres.

Explosão de classe M6.9 foi registrada no Sol

A origem do fenômeno está em uma explosão solar de classe M6.9 observada em 25 de agosto. As erupções solares são classificadas em cinco categorias principais: A, B, C, M e X.

A classe A representa os eventos de menor intensidade. Em seguida aparecem as classes B e C. A classe M reúne explosões de intensidade intermediária. Já a classe X corresponde aos eventos mais intensos da classificação.

 

 

 

Dentro de cada categoria, os números também indicam diferenças de intensidade. Assim, uma explosão M6.9 é mais forte do que uma M2, por exemplo, mas permanece dentro da categoria M.

As explosões solares estão relacionadas à atividade magnética do Sol. Elas podem ocorrer quando há uma liberação repentina de energia acumulada em regiões ativas da estrela.

Sol atravessa ciclo de atividade de aproximadamente 11 anos

A atividade solar não permanece constante. O Sol passa por ciclos que duram, em média, cerca de 11 anos.

Durante esses períodos, a quantidade de manchas solares e a frequência de eventos como explosões e ejeções de massa coronal podem variar.

As manchas solares estão associadas a regiões de intensa atividade magnética na superfície do Sol. É nessas áreas que podem ocorrer algumas das grandes erupções observadas pelos instrumentos de monitoramento espacial.

Quando a atividade da estrela aumenta, também cresce a possibilidade de ocorrência de eventos capazes de afetar o ambiente espacial próximo à Terra.

O que significam as classes A, B, C, M e X

A classificação das explosões solares permite organizar os eventos de acordo com sua intensidade.

A classe A corresponde aos eventos mais fracos. Depois aparecem as classes B e C, que representam níveis progressivamente maiores de energia.

A classe M reúne explosões intermediárias. Esses eventos podem provocar interferências temporárias em comunicações por rádio e contribuir para a formação de auroras quando associados a condições geomagnéticas favoráveis.

Por fim, a classe X representa as explosões mais intensas. Eventos dessa categoria podem produzir efeitos mais significativos sobre comunicações, satélites e outros sistemas tecnológicos.

No caso atual, a explosão registrada foi classificada como M6.9. A ejeção de massa coronal associada ao evento é o componente que pode transportar partículas em direção à Terra e desencadear a tempestade geomagnética prevista.

A intensidade efetivamente registrada quando o fenômeno alcançar o planeta será determinante para definir quais efeitos poderão ser observados.

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