Família de Jefferson Oliveira chega a 40 dias sem notícias e cobra respostas em Aparecida de Goiânia
Família mantém esperança de encontrar marceneiro com vida e cobra informações sobre o andamento da investigação
A angústia da família de Jefferson de Oliveira, de 43 anos, chega a 40 dias nesta quinta-feira (3), desde o desaparecimento do marceneiro, visto pela última vez no dia 25 de julho, em Aparecida de Goiânia.
Jefferson desapareceu em 25 de julho, depois de bater o carro contra um poste no Setor Vale do Sol. Imagens feitas após o acidente mostram o homem fora do veículo e aparentemente desorientado. Depois disso, ele não voltou para casa nem fez contato com a família.
Nas primeiras buscas, familiares e amigos chegaram a percorrer por conta própria áreas de mata, represa e rio na tentativa de encontrá-lo. O Corpo de Bombeiros também fez buscas na região, mas os trabalhos foram suspensos diante da falta de novos vestígios.
No último dia 25, a Polícia Civil, com apoio do Corpo de Bombeiros e de cães farejadores, realizou buscas em uma área de mata no Setor Vale do Sol, local onde Jefferson foi visto pela última vez.
Família cobra informações
Em entrevista ao jornal O HOJE, Eldenice, tia de Jefferson, afirmou que os familiares têm enfrentado dificuldades para obter informações sobre o andamento das investigações. Ela diz que a falta de respostas aumenta a angústia da família.
“A falta de notícias faz com que a gente se mobilize. Essa falta de informação nos tira do lugar. Nós somos parceiros da polícia, mas sentimos que essa parceria não está sendo correspondida quando precisamos de informações sobre a investigação.”
Para a tia, os familiares deveriam ter mais informações sobre o andamento do caso.
“Como pode não haver um alívio de uma conversa para dizer o que está acontecendo, para falar como está o inquérito? A gente está vivendo sem respostas. Ninguém atende e, quando a gente pergunta, ninguém responde.”
Eldenice conta que a família também participou das buscas por Jefferson desde os primeiros dias do desaparecimento e afirma sentir falta de um acompanhamento mais próximo das autoridades.
“Desde o primeiro momento, a gente mesmo teve que fazer o trabalho do bombeiro e do investigador. A gente está sentindo essa falta de cobertura desde o início.”
A familiar também criticou a forma como algumas buscas foram conduzidas e afirmou que faltaram informações após as operações.
“Um mês depois, a polícia fez novamente um trabalho que pode ter sido bonito para eles, mas, para nós, como família do Jefferson, não foi. Eles focaram na busca por um cadáver, mas depois não dão satisfação sobre o que estão fazendo. Isso é muito triste.”
Esperança de encontrar Jefferson com vida
Mesmo diante dos 40 dias sem notícias, a família mantém a esperança de encontrar Jefferson com vida.
“A gente espera. Esperamos mesmo em Deus nosso Senhor. A gente espera encontrar o Jefferson com vida e, na verdade, espera saber a verdade com todas as letras.”
Eldenice também relembrou momentos vividos com o sobrinho antes do desaparecimento. Segundo ela, Jefferson era uma pessoa alegre e muito querida pela família.
“O sorriso daquele menino. Eu fico olhando os vídeos dele. Ele é aquele cara que, quando está perto, ninguém fica parado. Ele agita um, agita outro. É um homem do bem.”
Para a família, a união tem sido fundamental durante o período de incerteza. Os parentes continuam divulgando informações sobre o desaparecimento e distribuindo panfletos em diferentes cidades.
“A gente continua fazendo a divulgação. Nós continuamos unidos. Todos os dias, às 19h, nos reunimos na casa da mãe do Jefferson. Quem pode vai. Quem não pode faz a oração de onde estiver.”
Enquanto aguardam novas informações da investigação, os familiares seguem mobilizados e reforçam a esperança de encontrar Jefferson e esclarecer o que aconteceu com ele.
“A gente não vai parar de pedir. Precisamos falar para o mundo. Pode ter outros Jefferson por aí. Pode acontecer outra situação e isso é uma onda que não pode pegar.”
Apesar de o caso estar sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia, a Polícia Civil informou que Jefferson continua sendo investigado como pessoa desaparecida. Até o momento, segundo a corporação, não há elementos que comprovem que ele tenha sido vítima de um crime.
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