Celina Leão lidera pesquisa Quaest para o governo do DF e diz que resultado é reflexo de “trabalho e presença”
Governadora aparece com 35% das intenções de voto, 17 pontos à frente de Arruda; em entrevista exclusiva ao O Hoje, ela afirma que não pretende se acomodar
A governadora Celina Leão (PP) ampliou a liderança na disputa pelo Governo do Distrito Federal, segundo a nova pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (8). No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Celina aparece com 35% das intenções de voto, contra 18% do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) e 17% do ex-deputado Leandro Grass (PT).
O resultado mostra uma oscilação positiva da governadora em relação ao levantamento anterior, quando tinha 34%. Arruda caiu de 20% para 18%, enquanto Grass avançou de 13% para 17%.
Em entrevista exclusiva ao O Hoje, Celina avaliou o desempenho nas pesquisas com cautela e atribuiu o crescimento ao trabalho realizado à frente do Executivo local.
“Recebo os resultados das pesquisas com muita humildade e gratidão. Pesquisa é um retrato do momento, mas acredito que a população está reconhecendo um governo presente, que não foge dos problemas e trabalha para entregar soluções concretas”, afirmou.
Saúde, educação e segurança
Ao comentar os fatores que considera decisivos para o avanço nas intenções de voto, a governadora citou ações realizadas em diferentes áreas da administração.
Na saúde, Celina destacou a contratação de 20 mil cirurgias, a ampliação da atenção básica, a convocação de profissionais e medidas voltadas à transparência das filas. Na educação, mencionou a nomeação de 2.681 novos professores, além de investimentos em creches e educação integral.
A governadora também citou ações nas áreas de segurança, proteção às mulheres, mobilidade e obras nas cidades do DF.
“O eleitor não quer apenas discurso, quer resultado na ponta. É isso que estamos procurando mostrar todos os dias: trabalho, presença e compromisso com as pessoas”, declarou.
Celina diz que liderança não significa acomodação
Apesar da vantagem apresentada pela Quaest, Celina afirmou ao O Hoje que o resultado não altera a estratégia da campanha. Para ela, o principal desafio até a eleição será conquistar os eleitores que ainda não definiram o voto.
“O maior desafio é não se acomodar. Pesquisa não ganha eleição e liderança não é salvo-conduto. Precisamos continuar trabalhando, percorrendo as cidades, ouvindo a população e apresentando nossas propostas com clareza”, disse.
Segundo a governadora, a campanha também deverá enfrentar a circulação de informações falsas e ampliar a apresentação das propostas ao eleitorado.
“Ao eleitor que ainda não decidiu, quero pedir que compare trajetórias, equipes, resultados e propostas. A minha candidatura representa continuidade com avanço, experiência com renovação e, acima de tudo, capacidade de realizar”, afirmou.
Vice reforça estratégia de campanha
O vice-candidato ao Governo do DF, Gustavo Rocha, também comentou o desempenho de Celina nas pesquisas e reforçou que a liderança não deve provocar acomodação na campanha.
“Não existe o clima de já ganhou. Muito pelo contrário. Temos que ir para as ruas, pedir votos e acreditar na reeleição”, afirmou.
Para Rocha, o crescimento da governadora está diretamente relacionado às ações realizadas desde que ela assumiu o comando do GDF.
“Muito se deve ao que a governadora tem feito nos últimos meses, demonstrando capacidade e organização, e isso tem ficado claro por meio das pesquisas”, declarou.
Pesquisa espontânea
No levantamento espontâneo, em que os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Celina também aparece na liderança, com 23%. Leandro Grass registra 11% e Arruda, 8%.
O número de eleitores indecisos, porém, ainda é elevado: 53% afirmaram não saber em quem votar. O cenário mostra que, apesar da vantagem da governadora, uma parcela significativa do eleitorado ainda está aberta às movimentações da campanha.
A pesquisa Quaest ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo.
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