Campanhas dos candidatos ao Senado movimentaram R$ 25,3 mi em Goiás
Senatoriáveis já arrecadaram mais de R$ 15 milhões e registraram mais de R$ 10 milhões em contratações de despesas; teto de gastos por candidato é de R$ 4,4 milhões
Os candidatos ao Senado por Goiás já movimentaram R$ 25,3 milhões nas campanhas para as eleições de 2026, segundo as prestações de contas apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor considera a soma dos R$ 15,14 milhões arrecadados pelas 11 candidaturas que declararam movimentações e dos R$ 10,17 milhões em despesas registradas até o momento. O limite de gastos para cada candidato é de R$ 4,44 milhões.
A maior arrecadação é da ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), que recebeu R$ 4,14 milhões. A maior parte dos recursos, R$ 3,6 milhões, veio da direção nacional do União Brasil. Outros R$ 244,5 mil foram repassados pela direção nacional do PP, enquanto o CEO do Grupo Rima, holding brasileira na área de metalurgia e mineração, Ricardo Antônio Vicintin, doou R$ 100 mil.
Gracinha declarou R$ 2,82 milhões em despesas, dos quais R$ 2,37 milhões já foram pagos. O volume de gastos contratados corresponde a cerca de 64% do limite estabelecido para a disputa.
O segundo maior volume de arrecadação é de Gustavo Mendanha (PRD), com R$ 3,04 milhões. Desse total, R$ 3 milhões foram repassados pela direção nacional do PRD. A campanha declarou R$ 2,37 milhões em despesas, sendo R$ 1,45 milhão já pagos.
O deputado federal Zacharias Calil (MDB) recebeu R$ 2,99 milhões, dos quais R$ 2,85 milhões vieram da direção nacional do MDB. Entre os candidatos ao Senado, o parlamentar é quem declarou o maior volume de despesas até o momento, com R$ 2,44 milhões, sendo R$ 1,34 milhão efetivamente pagos.
Já o senador Vanderlan Cardoso (PSD) arrecadou R$ 1,88 milhão. A direção nacional do PSD repassou R$ 1,5 milhão, enquanto o próprio candidato colocou R$ 133,5 mil na campanha. As despesas declaradas chegam a R$ 1,12 milhão, com R$ 484,5 mil pagos.
Entre os gastos de Vanderlan está ainda uma doação de R$ 50 mil ao candidato a deputado estadual Samuel Almeida (PSD).
Sem recursos dos partido
A campanha do deputado federal Gustavo Gayer (PL) arrecadou R$ 1,67 milhão e, até o momento, não recebeu recursos da direção do PL. A maior parte da receita do candidato ao Senado pela legenda bolsonarista é proveniente de doações de pessoas físicas, R$ 1,35 milhão. Gayer também declarou R$ 225,8 mil em recursos próprios e R$ 95,6 mil obtidos por meio de vaquinhas eleitorais.
Entre os doadores está Leonardo Rizzo, que repassou R$ 222 mil à campanha. Rizzo foi candidato a vice-prefeito de Goiânia na chapa de Fred Rodrigues (PL) nas eleições municipais de 2024. Gayer declarou R$ 910,9 mil em despesas, dos quais R$ 640,9 mil já foram pagos. O valor corresponde a cerca de 20% do teto permitido.
Também candidato pelo PL, Oséias Varão arrecadou R$ 594 mil. A direção nacional do partido foi responsável por R$ 550 mil. O vereador e candidato a deputado estadual pelo PL, Coronel Urzêda, doou R$ 40 mil para o senatoriável. As despesas chegam a R$ 290,8 mil, sendo R$ 280,8 mil já pagos.
Ernesto Roller (PSDB) declarou R$ 530,1 mil em receitas, sendo R$ 500 mil provenientes da direção nacional do PSDB. A campanha registrou R$ 30 mil em despesas, dos quais R$ 29 mil foram pagos.
Menor movimentação
A candidata Cíntia Dias (PSOL) recebeu R$ 168,9 mil. A direção nacional do PSOL repassou R$ 160 mil, enquanto o segundo suplente da chapa, Paulo Henrique Rochifild Rodrigues Pereira, doou R$ 5 mil. Outros R$ 3,9 mil vieram de financiamento coletivo. As despesas somam R$ 109,8 mil, com R$ 50,2 mil pagos.
Isaura Lemos (PSB) arrecadou R$ 85,5 mil, incluindo R$ 47,5 mil doados pelo candidato do PT ao Governo de Goiás, Luis Cesar Bueno. A direção nacional do PSB repassou R$ 12 mil, e a própria candidata colocou R$ 10 mil. As despesas chegam a R$ 27,2 mil.
Iure Castro (Cidadania) declarou R$ 30 mil em receitas, todos provenientes de pessoas físicas. As despesas, no entanto, somam R$ 31,3 mil, acima do valor arrecadado, embora apenas R$ 500 tenham sido pagos.
Guilherme Darques (UP) declarou não ter recebido e nem gastado qualquer valor.
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