Presidente do Irã acusa EUA e Israel de terrorismo durante discurso na ONU
Em discurso na Assembleia Geral, Masoud Pezeshkian mostrou fotos de crianças mortas em escola e disse que Teerã não será forçado a se render
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira (23), na Assembleia Geral da ONU, que o país não renunciará ao programa nuclear e acusou Estados Unidos e Israel de terrorismo.
O presidente exibiu fotografias de crianças iranianas mortas na guerra. A delegação americana deixou a plenária durante o discurso.
As imagens são de vítimas do bombardeio a uma escola em Minab, que matou 120 crianças. Na semana passada, uma missão de investigação da ONU disse haver motivos razoáveis para atribuir o ataque aos EUA e classificá-lo como crime de guerra. A Casa Branca culpou o Irã e criticou a ONU. O Pentágono não comentou.
Pezeshkian disse que Teerã não será forçado a se render e que não busca armas nucleares, mas rejeita restrição da tecnologia a poucos países. Afirmou que o país está pronto para o diálogo, mas não aceita a linguagem da força. Não citou a repressão a protestos internos, que a ONU aponta como possível crime contra a humanidade.
Na terça-feira (22), Donald Trump disse que precisa escolher entre firmar acordo com o Irã ou “aniquilar a República Islâmica”. O presidente dos Estados Unidos afirmou esperar entendimento após as eleições de novembro.
No mesmo dia, autoridades dos dois países conversaram diretamente pela primeira vez desde junho. O Irã enviou condições por mediador do Catar, entre elas o fim das sanções e do bloqueio naval, a liberação de ativos congelados e o encerramento da guerra em todas as frentes.
O conflito começou em 28 de fevereiro deste ano. O memorando de junho expirou em agosto sem avanço diplomático.
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