terça-feira, 3 de novembro de 2026
EUA x Irã

Trump defende ações contra Irã e ameaça Cuba durante discurso na ONU

Presidente dos Estados Unidos falou após Lula e Guterres na abertura da Assembleia Geral e destacou política externa e economia americana

Eduardo Silvapor em
Trump defende ações contra Irã e ameaça Cuba durante discurso na ONU
Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou o discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), em Nova York, para defender as ações de seu governo no exterior e exaltar a situação econômica norte-americana. Trump afirmou que os Estados Unidos estão “mais fortes do que nunca” e voltou a abordar o conflito com o Irã. A fala ocorreu após os pronunciamentos de Lula e do secretário-geral da ONU, António Guterres.

Ao tratar do Oriente Médio, Trump afirmou que não permitirá que o Irã obtenha armas nucleares, ao mesmo tempo em que declarou disposição para buscar uma solução negociada para o conflito. O presidente americano também direcionou críticas a Cuba e afirmou que os Estados Unidos levarão “liberdade” à ilha. A guerra entre Washington e Teerã está entre os principais temas da Assembleia Geral deste ano.

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Antes de Trump, Lula defendeu a soberania brasileira e criticou interferências externas em processos eleitorais, além de abordar o combate ao crime organizado e a exploração de recursos naturais. O presidente brasileiro afirmou que o país não pretende terceirizar a responsabilidade pela segurança de suas fronteiras e destacou que riquezas minerais devem gerar valor e transferência de tecnologia em território nacional. O discurso ocorreu em meio às tensões diplomáticas entre Brasília e Washington.

A abertura da Assembleia Geral também foi marcada pelo discurso final de Guterres como secretário-geral da ONU. Ele cobrou o fim dos conflitos, alertou para os riscos associados ao uso não regulamentado da inteligência artificial e defendeu medidas contra a crise climática. O dirigente afirmou que decisões de vida ou morte não devem ser delegadas a máquinas e pediu maior cooperação internacional para enfrentar os desafios globais.

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