Venda de imóveis cresce 42% e coloca Goiânia entre as líderes do País
Capital chegou à quarta posição no ranking nacional após comercializar 7.219 unidades residenciais no primeiro semestre de 2026
O mercado imobiliário de Goiânia fechou o primeiro semestre de 2026 com um resultado que colocou a capital entre os principais centros de comercialização de imóveis residenciais do Brasil. Ao todo, foram vendidas 7.219 unidades nos seis primeiros meses do ano, volume 42% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O desempenho levou Goiânia à quarta colocação no ranking das capitais que mais venderam imóveis no País. Nos dois anos anteriores, a cidade havia ocupado a terceira posição. Mesmo com a mudança no ranking, o resultado mantém a capital goiana entre os maiores mercados imobiliários brasileiros.
O crescimento registrado localmente também ficou bem acima da média nacional. Enquanto o número de unidades residenciais vendidas no Brasil aumentou 5,4% no primeiro semestre, Goiânia avançou 42%. Na prática, a expansão do mercado goianiense foi quase oito vezes maior.
Os dados fazem parte de levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e da Brain Inteligência Estratégica, divulgado pela Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO).
Vendas superam lançamentos
O mercado goianiense também registrou aumento na quantidade de novos imóveis colocados à venda. Foram lançadas 6.500 unidades residenciais durante o primeiro semestre, crescimento de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Ainda assim, o número de imóveis vendidos foi maior que o de unidades lançadas. Essa diferença ajudou a reduzir em 6% o estoque disponível nas construtoras em comparação com o fechamento de 2025.
Ao considerar não apenas os imóveis residenciais, mas também unidades comerciais, casas e outros segmentos, o total comercializado chegou a 7.323 unidades. As vendas movimentaram aproximadamente R$ 4,1 bilhões durante o semestre, valor próximo do recorde registrado no mesmo período do ano anterior, de R$ 4,2 bilhões.
O resultado chama atenção porque foi alcançado mesmo em um cenário de juros elevados, que costuma dificultar o acesso ao financiamento. Para o setor, o volume de negócios mostra que a procura por imóveis permanece forte em Goiânia.
Outro dado que ajuda a explicar o tamanho desse mercado é a manutenção da capital entre as primeiras posições nacionais por três anos consecutivos. Depois de ocupar o terceiro lugar durante dois anos, Goiânia aparece agora em quarto, ainda à frente de capitais com mercados consumidores maiores.
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