Abbas acusa Israel de “guerra genocida” em discurso remoto na ONU
Presidente da Autoridade Palestina teve visto negado pelos EUA e defendeu solução de dois Estados para o conflito
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursou por videoconferência nesta quinta-feira (24/9) durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Impedido de viajar aos Estados Unidos após ter o visto negado, Abbas acusou Israel de promover uma “guerra genocida” em Gaza e afirmou que palestinos enfrentam mortes, destruição, fome e deslocamento.
Durante a fala, Abbas também criticou a decisão do governo americano de impedir a entrada da delegação palestina. Ele pediu que Washington retire as restrições e retome o diálogo com os palestinos, defendendo a implementação da solução de dois Estados na Cisjordânia e a busca de um acordo por meios diplomáticos. A Assembleia Geral aprovou, por 152 votos a 3, uma resolução que permitiu a participação remota da delegação palestina.
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O líder palestino afirmou ainda que a população de Gaza estaria sendo submetida a uma série de ações que, segundo sua avaliação, têm como objetivo provocar o deslocamento dos palestinos. As declarações ocorreram durante a semana de alto nível da ONU, que reúne chefes de Estado e de governo para o debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral.
A participação virtual de Abbas ocorre pelo segundo ano consecutivo após restrições americanas à entrada de representantes palestinos. Na mesma quinta-feira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também discursou na Assembleia Geral, em meio à continuidade das discussões internacionais sobre a guerra em Gaza e a solução de dois Estados.
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