Amigo de piloto diz que helicóptero de Rick tinha problemas
Homem afirmou que piloto já havia relatado falhas principalmente em dias de chuva; documentos apontam que aeronave estava regular
Um amigo próximo do piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, que morreu na queda do helicóptero com o cantor Rick, da dupla com Renner, em Santa Catarina, afirmou que o comandante já havia comentado sobre problemas na aeronave. Segundo o homem, que não quis se identificar, as falhas apareciam principalmente em dias de chuva.
A declaração foi dada ao programa “Cidade Alerta”, da Record, durante o velório do piloto.
“Top 5 no Brasil dos pilotos de helicóptero”
O amigo afirmou que conhecia Antônio desde 1988 e o considerava um dos melhores pilotos de helicóptero do país.
“O que eu posso dizer é que, do tempo que eu conheço ele, conheci em 88, ele era um cara top 5 no Brasil dos pilotos de helicóptero”, declarou.
Na sequência, ele relatou conversas que teria tido com o piloto sobre a aeronave.
“Infelizmente, foi uma tragédia. Tudo indica que foi uma pane no helicóptero. Ele, inclusive, ainda falava sobre isso. Que o helicóptero tinha uma pane, principalmente em tempo de chuva.”
Piloto queria trocar de aeronave
Segundo o amigo, Antônio demonstrava preocupação com as condições do helicóptero, fabricado em 2001, e pretendia solicitar a troca da aeronave.
Ele também afirmou que o equipamento não receberia manutenção adequada aos padrões atuais.
“O helicóptero é antigo, de 2001, que não tinha as manutenções corretas para os dias de hoje. Ele falava que estava querendo trocar de helicóptero. Ele era um bom piloto, mas foi uma tragédia. O tempo também…”, completou.
Documentos apontam aeronave regular
Apesar do relato, documentos oficiais indicam que as revisões da aeronave estavam em dia. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Bell 430, de matrícula PP-MGR, estava em situação regular e tinha certificação de operação válida até 11 de agosto de 2027.
As declarações do amigo poderão ser consideradas na investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, que apura as circunstâncias da queda. Paralelamente, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), conduz a própria investigação e já recuperou o gravador de voz da cabine.

Até o momento, nenhum dos órgãos responsáveis pela apuração apontou a causa do acidente.
O portal Metrópoles também informou que o mesmo helicóptero teria feito um pouso de emergência em Ibiaçá, no Rio Grande do Sul, em março. Até o momento, porém, nenhuma autoridade estabeleceu relação entre esse episódio e a queda em Santa Catarina.
Relembre o acidente
O helicóptero decolou de Porto Belo, no litoral catarinense, na segunda-feira (21), com destino a São Joaquim, na Serra, e perdeu contato durante o trajeto. Naquele dia, a região estava sob alerta de fortes tempestades.
Na terça-feira (22), equipes de resgate localizaram os destroços em uma área de mata fechada em Urubici.
Além de Rick e do piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, morreram no acidente o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
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