Trump diz que China quer frear avanço dos EUA em Inteligência Artificial
Trump rejeita cooperação com China e diz que EUA lideram IA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26) que a China pretende frear o avanço norte-americano no desenvolvimento de inteligência artificial (IA). A declaração ocorreu após o encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, realizado nesta semana.
Segundo Trump, os dois líderes conversaram sobre o desenvolvimento de sistemas de “superinteligência”. No entanto, ele afirmou que o tema não ocupou grande parte da reunião.
“Tivemos uma conversa importante sobre superinteligência. O que eles querem é frear o nosso progresso, porque estamos muito à frente da China, e vamos continuar assim”, declarou o presidente norte-americano.
Trump rejeita cooperação entre os dois países
Além disso, Trump descartou a possibilidade de Estados Unidos e China integrarem seus esforços para desenvolver a tecnologia. De acordo com o presidente, a posição norte-americana decorre da avaliação de que o país mantém vantagem no setor.
“Prefiro não integrar, porque estamos muito à frente. Quando você está na liderança, não abre o jogo para o outro lado”, afirmou Trump.

A declaração ocorre após a visita oficial de Xi Jinping aos Estados Unidos. Durante o encontro, os dois governos trataram de temas relacionados à relação bilateral, incluindo comércio, tecnologia e inteligência artificial. Antes da reunião, Trump já havia afirmado que a chamada “superinteligência” estaria entre os principais assuntos discutidos com o líder chinês.
EUA e China disputam liderança tecnológica
A inteligência artificial se tornou um dos principais pontos de competição tecnológica entre Estados Unidos e China. A disputa envolve o desenvolvimento de modelos avançados, a fabricação de chips e a infraestrutura necessária para treinar e operar sistemas de IA.
Nesse contexto, os semicondutores ocupam uma posição estratégica. Os Estados Unidos adotaram, desde 2022, restrições à venda para a China de determinados chips avançados e de equipamentos utilizados na fabricação desses componentes. A medida busca limitar o acesso chinês à capacidade computacional necessária para sistemas mais avançados de inteligência artificial.
Ao mesmo tempo, Pequim ampliou os investimentos na produção doméstica de chips e no desenvolvimento de alternativas às tecnologias norte-americanas. Empresas chinesas também avançaram no setor de inteligência artificial.

Modelos desenvolvidos por empresas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI passaram a ocupar espaço no mercado. Paralelamente, a China ampliou a produção de chips próprios para atender à demanda de seus sistemas de IA.
Países mantêm diálogo apesar da disputa
Apesar da competição tecnológica, Estados Unidos e China também discutem mecanismos para manter canais de comunicação sobre inteligência artificial.
Antes do encontro entre Trump e Xi, autoridades dos dois países discutiram a criação de um canal para comunicar possíveis incidentes envolvendo IA e tratar de riscos relacionados ao uso da tecnologia. A proposta foi apresentada em meio às negociações entre os dois governos.
Em declaração durante o encontro, Xi afirmou que a cooperação entre os dois países não resolveria todos os problemas, mas seria necessária para enfrentar diferentes questões. O presidente chinês também defendeu que a competição tecnológica seja mantida dentro de limites.
Trump, por sua vez, vem defendendo que os Estados Unidos mantenham a liderança no desenvolvimento da inteligência artificial. Em discurso na Assembleia Geral da ONU, dias antes da reunião com Xi, ele afirmou que os norte-americanos lideram o setor e defendeu a continuidade dos investimentos na tecnologia.
A disputa entre Washington e Pequim, portanto, envolve tanto o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial quanto o controle de componentes e infraestrutura necessários para ampliar a capacidade tecnológica de cada país.
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