Rodoviários suspendem greve no DF após acordo com reajuste de 8%
Paralisação estava prevista para começar à 0h desta segunda-feira (28), mas negociação avançou na noite deste domingo
A greve dos rodoviários do Distrito Federal, prevista para começar à 0h desta segunda-feira (28), foi suspensa na noite deste domingo (27), após acordo entre a categoria, as empresas concessionárias e a Secretaria de Mobilidade (Semob). A informação foi divulgada pelo Correio Braziliense e confirmada pelo g1 DF. O acordo prevê reajuste de 8% nos salários e de 10% no tíquete-alimentação e na cesta básica.
Com a suspensão da greve, os rodoviários devem retornar ao trabalho nos horários habituais. A informação foi confirmada pelas empresas e pelo sindicato.
Acordo foi fechado durante reunião
A negociação ocorreu depois de uma série de tratativas entre trabalhadores e empresas. Antes do acordo, as concessionárias haviam apresentado propostas com reajustes inferiores aos reivindicados pela categoria. No sábado (26), por exemplo, a proposta previa 6% de aumento nos salários e 7% no tíquete e na cesta básica.
Durante a reunião deste domingo, os percentuais foram elevados e chegaram aos valores defendidos pelos trabalhadores para os salários e os benefícios alimentares.
“Em nome da diretoria, venho comunicar que através de uma reunião realizada com a secretária da Semob e representantes chegamos a um acordo de 8% de reajuste no salário, 10% no ticket e 10% na cesta”, afirmou João Dão, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do DF.
A categoria havia aprovado a greve em assembleia realizada anteriormente, com previsão de início para a madrugada de segunda-feira. A paralisação foi suspensa antes de começar.
João Dão também informou que os trabalhadores deveriam retornar às atividades durante a madrugada.
“Deveremos comparecer na madrugada retornando seu trabalho nos devidos horários”, disse o diretor do sindicato.
Justiça havia estabelecido regras para eventual paralisação
Antes da suspensão, o Tribunal Regional do Trabalho havia determinado regras para o funcionamento do transporte caso a greve fosse mantida. A decisão previa a circulação de pelo menos 80% da operação nos horários de pico e 50% nos demais períodos. Nos dois turnos das eleições, a determinação era de funcionamento integral do sistema.
A decisão judicial também estabelecia multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento, com possibilidade de aumento para R$ 200 mil por hora em caso de reincidência.
O Governo do Distrito Federal havia acionado a Justiça após a confirmação da greve. Em nota divulgada durante a tarde de hoje (27), o GDF classificou o movimento como “político-eleitoreiro” e afirmou ter adotado medidas judiciais relacionadas à continuidade do transporte público.
As concessionárias também haviam divulgado uma nota contra a paralisação. No documento, as empresas afirmaram que a greve afetaria passageiros que dependem diariamente do transporte coletivo.
“Quem mais perde com a paralisação é a população. São milhares de trabalhadores, estudantes, pacientes e idosos que dependem do ônibus todos os dias para chegar ao emprego, à escola, ao hospital e aos serviços públicos”, afirmaram as concessionárias.
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