“Eleição a gente só sabe o resultado depois que abre as urnas”, diz Celina a cinco dias do 1º turno no DF
Governadora afirma que mantém foco dividido entre campanha e entregas do governo e destaca aproximação com o PSD após saída de Arruda da disputa
A cinco dias do primeiro turno das eleições para o Governo do Distrito Federal, a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) afirmou que, apesar da existência de uma preferência do eleitorado, o resultado da disputa só será conhecido após a apuração dos votos. “Faltando cinco dias para as eleições, a gente sabe que há uma preferência do eleitor, mas eleição a gente só sabe o resultado depois que abre as urnas”, declarou.
Celina afirmou que, nesta reta final, tem dividido a agenda entre compromissos de campanha e ações à frente do Governo do Distrito Federal. Segundo ela, a semana inclui a assinatura de medidas relacionadas à fila de cirurgias eletivas, além da abertura da Casa da Manhã Típica, no Parque da Cidade.
“Eu tenho muito tempo comprometido também com o governo. Essa semana a gente vai assinar as cirurgias ortopédicas, então a gente começa as cirurgias ortopédicas da fila de cirurgias eletivas. Então, a gente se divide entre campanha, trabalho, entrega, na quinta-feira a gente abre a Casa da mãe atípica no Parque da Cidade. Então tem muitas coisas acontecendo também”, afirmou.
Obras e saúde em Planaltina
Durante a entrevista, Celina também destacou ações previstas para Planaltina e para a região norte do DF. Entre os projetos citados estão a expansão do BRT para a região, a construção de uma nova UPA no Arapoanga, a contratação de médicos e obras de infraestrutura.
A governadora afirmou que a nova UPA foi um dos projetos que avançaram durante sua gestão após entraves relacionados à infraestrutura e à área onde a unidade será construída.
“No Arapoanga está sendo construída a nova UPA. Quando eu assumi, eu tirei esse projeto do papel. A gente tinha dificuldade desde a parte de infraestrutura até a parte do terreno. A gente conseguiu fazer um acordo porque o terreno era do privado para a gente conseguir resolver”, disse.
Celina também afirmou que o governo está ampliando a contratação de médicos para a região. “Planaltina é uma cidade onde a gente está contratando médicos agora, porque não adianta ter um hospital sem médico. Então a gente está trazendo um grande número de médicos agora dessa última contratação”, afirmou.
A governadora citou ainda ações de regularização fundiária, pavimentação de áreas rurais e a construção de um galpão do produtor. Segundo ela, Planaltina está entre as regiões que receberam investimentos durante a atual gestão.
“Planaltina vai ser 100% regularizada, desde o Arapoanga, toda a cidade ainda daquilo que falta. A área rural de Planaltina também é uma área que está recebendo asfalto, um galpão do produtor também. É uma cidade em que a gente tem investido muito na região norte e que a gente vai continuar cuidando”, declarou.
Na área de mobilidade, Celina afirmou que a conclusão da terceira faixa e a entrega de um viaduto fazem parte da preparação para a implantação do BRT na região norte. “A gente está terminando a terceira faixa, entregando o viaduto agora este mês, e o BRT, que é a faixa exclusiva para que o cidadão saia de casa e rapidamente consiga chegar no trabalho”, afirmou.
Aproximação com o PSD
A entrevista também ocorreu um dia depois da oficialização do apoio do PSD-DF à candidatura de Celina. A legenda decidiu apoiar a governadora após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrar a candidatura de José Roberto Arruda, que disputava o Palácio do Buriti pelo partido.
Questionada sobre a aliança, Celina classificou a aproximação como “absolutamente natural” e afirmou ter recebido o apoio de candidatos da legenda.
“Eu acho que é absolutamente natural. Os candidatos do PSD nos abraçaram ontem, todos eles têm projetos, têm bandeiras, então a gente tem a necessidade de trazê-los para perto. É um apoio importante”, afirmou.
A governadora também mencionou a saída de Arruda da disputa e afirmou que a presença de integrantes da legenda em seu palanque representa uma nova configuração na reta final da eleição.
“Eles tinham um candidato que ficou inelegível e, ontem, estava a presença da maioria dos candidatos, os candidatos mais importantes da legenda conosco. E eu acho que é nessa reta final”, disse.
O apoio, entretanto, não é unânime entre os integrantes do PSD. Reportagem da Folha de S.Paulo informou que houve divergências internas durante reunião realizada em 25 de setembro, enquanto o presidente regional do partido, Paulo Octávio, confirmou a decisão da Executiva pelo apoio a Celina.
Na entrevista, Celina também aproveitou para estabelecer uma diferenciação ideológica em relação aos adversários. “Eu acho que a proposta está bem clara: uma proposta de um candidato de centro-direita com um candidato de esquerda. Nós sabemos o que foram os governos de esquerda aqui no DF. Nós nos lembramos ainda disso. Então eu acho que é muito, muito claro os projetos que estão aí”, declarou.
O primeiro turno das eleições ocorre em 4 de outubro. Na pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29), Celina aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Leandro Grass (PT) registra 23%. O levantamento ouviu 1.104 eleitores entre 25 e 28 de setembro e tem margem de erro de três pontos percentuais
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