terça-feira, 13 de outubro de 2026
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Manda Vê grava episódio na casa de Adhemar Rocha

Em formato diferente, apresentadores visitam o estúdio do vocal coach e percorrem memórias, música, coleções e bastidores da carreira

Luana Avelarpor em
Manda Vê
foto: Gabriel Louza/ O Hoje

O episódio da última segunda-feira (28) do podcast Manda Vê saiu do cenário habitual e entrou na casa de Adhemar Rocha. Pela primeira vez fora dos estúdios do programa, os apresentadores Juan Allaesse e Isadora Carvalho conduziram a conversa no espaço em que o vocal coach trabalha, guarda instrumentos, discos e objetos ligados à própria história. Em vez de uma entrevista sentada diante de microfones, o encontro ganhou formato de visita, com cada ambiente abrindo um assunto diferente. 

 

 

A conversa começou diante dos vinis. Rocha mostrou discos de Zezé Di Camargo, Tião Carreiro e Pardinho, Milionário e José Rico e outros artistas que acompanham sua escuta. Entre uma capa e outra, comentou como o hábito de ouvir música mudou com o streaming. No vinil, explicou, o ouvinte atravessava o álbum quase inteiro; hoje, basta tocar na faixa desejada. Para ele, essa mudança alterou também a relação do público com discos completos.

A visita passou então por objetos ligados a histórias pessoais. Entre as garrafas guardadas no estúdio, uma foi presente de Gabriel Diniz depois de uma gravação. Rocha contou que o cantor, morto em 2019, havia recebido dele um vinho que desejava havia algum tempo e retribuiu o gesto com outra garrafa, preservada desde então. A lembrança aparece ao lado de peças de viagens, aniversários e encontros com músicos.

Os instrumentos puxaram a conversa de volta à música. Rocha mostrou violões que coleciona, contou que o instrumento foi o primeiro que aprendeu a tocar e apresentou um modelo encomendado ao luthier Marcos Evangelista. Também falou das canções de ninar que compôs para os filhos e para a família, algumas tocadas durante a gravação.

Uma guitarra fabricada em Goiás também ganhou espaço. Rocha contou que o instrumento sobreviveu a um acidente, precisou de reparos após contato com água e havia sido encomendado para um trabalho musical feito com Elias Souza.

O estúdio divide espaço com a rotina doméstica. Brinquedos dos filhos aparecem entre equipamentos, guitarras e livros. Rocha contou que a família participa do ambiente e que as crianças costumam circular pelo local. Nas estantes, mostrou publicações especializadas em voz, usadas como referência no trabalho de vocal coach.

Uma das passagens mais pessoais ocorreu diante de um quadro feito a partir de sua história. A obra reúne referências ao pai, à música e a Maurilândia, cidade onde cresceu. Rocha lembrou que aprendeu pauta musical, cifras, melodias e canto enquanto acompanhava o pai entre os eucaliptos e o trabalho no campo. A cena aparece no quadro ao lado de elementos ligados à fé e à formação musical.

O café entrou na gravação em seguida. Rocha mostrou moedores, métodos de preparo e objetos reunidos ao longo dos anos. O hábito começou ainda nas aulas e acompanhou a rotina profissional. Em viagens para trabalhos musicais, costuma encaixar cafeterias, torrefações e sebos de vinil no roteiro. Durante a preparação de um DVD de Murilo Huff, em Fortaleza, por exemplo, aproveitou uma manhã livre para visitar uma torrefação e conhecer o processo do grão.

O episódio ainda passa por histórias de gravações, artistas com quem Rocha trabalhou e objetos trazidos de viagens. Cada objeto puxou uma história e abriu uma frente diferente da vida do convidado. Assim, o Manda Vê trocou a sequência convencional de perguntas e respostas por um percurso entre profissão, memória, família, colecionismo e música.

O episódio completo do Manda Vê com Adhemar Rocha está disponível no canal do podcast no YouTube.

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