‘Enquanto eu estiver vivo, vou trabalhar para que o fascismo não volte’, afirma Lula em podcast
No Flow, Lula fala em combate ao fascismo e defende soberania brasileira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (1º) que continuará atuando para impedir o retorno do que chamou de fascismo no Brasil. A declaração ocorreu durante entrevista ao podcast Flow, em meio à reta final da campanha para o primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4).
“Enquanto eu estiver vivo, vou trabalhar para que o fascismo não volte”, afirmou Lula.
Durante a entrevista, o presidente também defendeu a soberania brasileira e criticou ações do governo dos Estados Unidos relacionadas ao Brasil. Lula citou o bolsonarismo e o trumpismo ao falar sobre movimentos políticos que, segundo sua avaliação, defendem ações contra instituições democráticas.
O presidente afirmou ainda que o Brasil é um país soberano. Na avaliação apresentada por Lula, o país também possui força econômica e energética.
Lula volta a falar sobre soberania
A defesa da soberania brasileira tem aparecido nas manifestações recentes de Lula durante a campanha. Em setembro, durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente afirmou que o Brasil não deveria sofrer interferências externas em seus processos políticos.
Na ocasião, Lula também mencionou a atuação de redes de desinformação e defendeu a autonomia dos países para definir seus próprios caminhos.
Na entrevista ao Flow, o tema voltou a aparecer. Lula criticou as ações do governo de Donald Trump em relação ao Brasil e relacionou as pressões norte-americanas ao processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O presidente também afirmou que pretende continuar defendendo políticas voltadas à população de menor renda.

Críticas a Flávio Bolsonaro
Durante a conversa, Lula também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial.
O presidente fez referência à atuação de Flávio nos Estados Unidos e criticou as articulações políticas realizadas pelo candidato no exterior.
Lula também mencionou a disputa eleitoral de 2026. Segundo ele, sua atuação política contra o que chama de fascismo foi determinante para o resultado das eleições de 2022.
“Não fosse eu pra enfrentar os fascistas, eles ganhariam”, afirmou.
A fala ocorre três dias antes do primeiro turno. Flávio Bolsonaro está entre os candidatos que disputam a Presidência da República.
Entrevista ocorreu após desistência do debate
A participação de Lula no Flow ocorreu no mesmo dia em que a TV Globo cancelou o debate presidencial que estava previsto para a noite desta quinta-feira.
O presidente havia informado anteriormente que não participaria do encontro. A decisão ocorreu após a campanha comunicar à emissora que Lula não iria ao debate. A agenda oficial do candidato previa a entrevista no Flow para esta quinta-feira.
Horas antes do horário previsto para o debate, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu que a Globo não poderia exibir um púlpito vazio destinado a Lula. A decisão atendeu a um pedido da coligação do candidato. A ministra também determinou que os demais candidatos não poderiam fazer perguntas simuladas ao candidato ausente.
Flávio Bolsonaro também desistiu de participar do debate depois de inicialmente confirmar presença. Com as mudanças judiciais e a desistência de candidatos, a emissora decidiu cancelar o encontro.
A agenda original previa a participação de candidatos na reta final da campanha. A programação eleitoral termina nesta quinta-feira, três dias antes da votação.
Lula chega ao fim da campanha sem debate
A entrevista ao Flow repetiu uma estratégia adotada anteriormente pela campanha de Lula. Em agosto, enquanto outros candidatos participavam de um debate na Band, o presidente concedeu uma entrevista exclusiva à Record.
Com o cancelamento do debate da Globo, Lula encerra o primeiro turno sem ter participado de um debate presidencial nesta campanha.
A participação no Flow ocorreu, portanto, no último dia de propaganda eleitoral e de realização de comícios antes da votação. Os eleitores vão às urnas no domingo para escolher presidente, governador, senador e deputados.
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