“Estou confiante que vou ao segundo turno”, diz Cappelli ao apostar nos indecisos
Em sabatina do Metrópoles, candidato ao GDF afirmou estar confiante em avançar ao segundo turno e detalhou medidas para saúde, mobilidade e programas sociais
O candidato ao Governo do Distrito Federal Ricardo Cappelli (PSB) afirmou, nesta quinta-feira (1º), estar confiante em avançar para o segundo turno das eleições. Durante sabatina promovida pelo Metrópoles, a três dias do primeiro turno, Cappelli disse acreditar que uma parcela significativa do eleitorado ainda pode mudar de posição.
Segundo o candidato, mais de 40% dos eleitores ainda não teriam definido o voto. Cappelli afirmou que sua percepção é baseada principalmente no contato que tem mantido com moradores de diferentes regiões administrativas.
“Eu estou confiante de que vou ao segundo turno. Mais de 40% da população ainda não definiu seu candidato. Eu estou vendo isso nas ruas. A população quer mudança”, afirmou.
Na avaliação de Cappelli, saúde e mobilidade estão entre os principais temas que podem influenciar a decisão dos eleitores. O candidato criticou o tempo de espera por atendimento na rede pública e o período gasto diariamente pelos moradores no deslocamento.
“Ninguém aguenta mais ficar na fila da saúde. Ninguém aguenta mais passar quatro, cinco horas por dia no transporte. Não existe distância no Distrito Federal que justifique isso”, declarou.
Propostas para motoristas e entregadores
Entre as propostas apresentadas durante a sabatina, Cappelli defendeu a isenção de IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas, incluindo trabalhadores que utilizam os veículos para atividades profissionais, como motoristas de aplicativo e entregadores.
O candidato também apresentou o Bora DF, aplicativo de transporte que, segundo sua proposta, teria cobrança máxima de 10% sobre o valor de cada corrida. A iniciativa incluiria ainda pontos de apoio para trabalhadores e medidas para facilitar o acesso a seguro veicular.
Programas sociais
Na área de assistência social, Cappelli propôs aumentar o valor pago pelo DF Social de R$ 150 para R$ 300. Para o Cartão Prato Cheio, a proposta é elevar o benefício de R$ 250 para R$ 300.
O candidato também defendeu ampliar de 18 para 36 meses o período de atendimento dos programas.
Candidato afirma ter sofrido pressão para desistir
Durante a entrevista, Cappelli também relatou ter enfrentado pressões para retirar sua candidatura. Segundo ele, houve redução de recursos e perda de apoios ao longo da campanha.
Apesar das dificuldades relatadas, o candidato afirmou que pretende permanecer na disputa até o fim e citou como parte de sua estratégia a experiência de passar períodos na casa de moradores de diferentes regiões do Distrito Federal.
“Eu não desisto, porque nunca tive a chance de desistir na minha vida. Vou até o final nessa eleição para, no domingo, a gente surpreender o sistema, virar esse jogo e ganhar a eleição”, afirmou.
A sabatina do Metrópoles ocorreu no último dia permitido pela legislação eleitoral para realização de comícios, propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e debates nesses meios.
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