“Não dá para prometer tudo e não entregar nada”, diz Celina ao fazer balanço da campanha
Candidata afirma que adotou estratégia de mostrar resultados dos primeiros meses de gestão e reforçar número 11 antes do primeiro turno
Na reta final da campanha ao Governo do Distrito Federal, a governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou que pretende encerrar a disputa reforçando o número 11 e apresentando à população as ações realizadas durante os primeiros meses de sua gestão. Segundo ela, a estratégia adotada foi evitar promessas que não poderiam ser cumpridas e concentrar a campanha em propostas e resultados.
“Não dá para prometer tudo, não entregar nada e depois ficar com descrédito na política. Estamos mostrando aquilo que já fizemos e assumindo compromissos com o futuro, mas dentro daquilo que sabemos que conseguimos fazer”, afirmou.
Celina disse que uma das preocupações nos últimos dias é reforçar a identificação de sua candidatura com o número 11. Segundo ela, a presença de apoiadores e aliados em sua campanha, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, pode fazer com que parte do eleitorado confunda o número da candidata.
“A minha estratégia na reta final é lembrar que eu sou do 11. Tem muita gente que me vê com a Michelle, com os meninos, e a gente está tentando reforçar o nosso número. As pessoas confundem muito”, disse.
A candidata também fez uma avaliação positiva do conteúdo produzido para o horário eleitoral. Celina afirmou que buscou apresentar diferentes aspectos de sua trajetória e de sua atuação à frente do governo, incluindo temas sociais e políticas públicas.
“Acho que subi um programa eleitoral muito sincero, muito honesto e transparente, falando aquilo que fiz nesses quatro meses, sem prometer que faria aquilo que não daria conta de entregar. É um programa muito a minha cara: tem a Celina mulher, a Celina mãe e a Celina gestora”, afirmou.
Campanha com diferentes temas
Segundo Celina, a estratégia de comunicação também buscou apresentar diferentes áreas de atuação do governo. Ela citou programas relacionados à inclusão, acolhimento da população em situação de rua e ações voltadas às mães atípicas, entre outros temas.
“Cada programa comunicou uma coisa importante para a cidade. Uma pessoa gostou do programa do cavalo, outra gostou do programa da inclusão, outra do programa em que mostramos o acolhimento das pessoas em situação de rua. Cada um se identificou com uma mensagem diferente”, relatou.
A governadora afirmou ainda que pretende encerrar a campanha destacando o que considera uma postura de diálogo com a imprensa e de apresentação de propostas, mesmo diante das críticas dos adversários.
“Foi uma campanha limpa. Eu nunca deixei de responder a uma pergunta da imprensa, nunca corri. Sempre falei, mesmo diante de qualquer ataque. Não ataquei meus adversários e procurei mostrar para a população o que quero para cada área e quais são os meus planos”, declarou.
Saúde e terceirização
Durante a entrevista, Celina também comentou as reivindicações apresentadas por diferentes categorias da saúde. Segundo ela, os trabalhadores entregaram uma carta de compromissos com demandas específicas e manifestaram preocupação com a terceirização de serviços.
A candidata afirmou que a contratação de serviços privados ocorreu, segundo sua justificativa, como forma complementar para reduzir filas enquanto a rede pública é ampliada.
“São várias categorias, com pedidos diferentes. Eles fizeram uma carta de compromisso com aquilo que querem, e existe uma preocupação com a terceirização da saúde. Nós terceirizamos aquilo que é complementaridade, porque precisávamos de uma solução de curto prazo para uma fila de 33 mil pessoas”, explicou.
Celina afirmou que a estratégia de longo prazo é ampliar a estrutura própria da rede pública e contratar profissionais para acompanhar a expansão.
“O que eu quero é o hospital funcionando. Eu não quero fila. Se tivermos uma saúde funcionando, não teremos fila e não precisaremos de complementaridade. Por isso coloquei a expansão dos nossos hospitais e, ao mesmo tempo, a contratação de mais profissionais para os hospitais que já estão abertos”, afirmou.
Para a candidata, a gestão da saúde envolve diferentes frentes simultaneamente, incluindo expansão física da rede, contratação de profissionais e redução das filas.
“São muitas ações ao mesmo tempo, várias frentes de trabalho, e é isso que estamos fazendo”, disse.
Ao concluir a avaliação da campanha, Celina reconheceu o desgaste provocado pelo período eleitoral e afirmou que a sensação é de que os meses passaram rapidamente.
“Parece que chegou dezembro e não chegou o dia 4”, brincou a candidata, ao comentar o cansaço acumulado durante a campanha.
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