sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Eleições 2026

Corrida pelo Senado em Goiás continua indefinida a dois dias da votação

Alto número de indecisos e de candidatos com chances de vitória fortalece indefinição da eleição para a Casa Alta; parte da centro-esquerda prega voto útil

Thiago Borgespor em
Corrida pelo Senado em Goiás continua indefinida a dois dias da votação
Corrida pelas duas vagas na Casa Alta envolvem cinco candidatos em patamares próximos | Fotos: Divulgação, Vinicius Loures/Câmara dos Deputados, Divulgação, Divulgação e Roque de Sá/Agência Senado

A dois dias do pleito eleitoral, a corrida pelas duas cadeiras no Senado Federal em Goiás segue em aberto e com a expectativa de que a indefinição permaneça até a apuração das urnas no próximo domingo (4). 

Entre os fatores que contribuem para a indefinição das vagas está a indecisão dos eleitores. Historicamente, a eleição para o Senado só ganha a atenção do eleitorado nos últimos dias, ou horas, de campanha. Os candidatos à Casa Alta do Congresso Nacional disputam a atenção do eleitor com a corrida presidencial, com os governadoriáveis e com nomes a deputado federal, estadual e distrital. Por isso, a corrida entre os senatoriáveis começa a ser discutida com maior vigor entre os cidadãos comuns na reta final da disputa.

Em meio à crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) e às discussões de impeachment de ministros da Corte, fato é que o pleito da Casa Alta deste ano ganhou um peso diferente nas discussões eleitorais. Apesar disso, a maioria do eleitorado goiano segue sem bater o martelo sobre os dois votos que dará na urna no domingo. É o que diz a pesquisa Quaest/TV Anhanguera, divulgada na última semana. Segundo o levantamento, 77% dos eleitores ainda não decidiram em quem irão votar para o Senado.

O alto número de indecisos, por si só, já seria um sinal de que haveria espaço para reviravoltas na disputa entre os candidatos em solo goiano. Entretanto, para além disso, a corrida pelas duas vagas na Casa Alta envolve cinco candidatos em patamares próximos: Gracinha Caiado (União Brasil), Gustavo Gayer (PL), Zacharias Calil (MDB), Gustavo Mendanha (PRD) e Vanderlan Cardoso (PSD).

Gracinha e Gayer são os favoritos e aparecem na dianteira nas pesquisas de intenção de voto. Porém, Calil, Vanderlan e Mendanha, que surgem empatados tecnicamente na maioria dos levantamentos, intensificam a busca pelo segundo voto.

A leitura é que, com o cenário de indefinição e com cinco nomes concentrados em uma faixa próxima das pesquisas, qualquer deslocamento do eleitorado na reta final pode alterar a composição das duas vagas. Além da busca pelo voto de eleitores ainda indecisos, candidatos que aparecem nas primeiras posições também tentam atrair parcelas do eleitorado que passaram a considerar a estratégia de concentrar seus votos em nomes com maior possibilidade de vitória.

Voto útil 

Além da proximidade nas pesquisas, o movimento do voto útil entre os eleitores de centro-esquerda tem ganhado força nas redes sociais. O gesto acontece, sobretudo, para tentar impedir a vitória de Gayer. 

Com a possibilidade de eleição do deputado do PL e a chance remota de vitória das candidatas aliadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado, Cíntia Dias (PSOL) e Isaura Lemos (PSB), um movimento em prol dos votos em candidatos de centro-direita bem colocados nas pesquisas começou a ganhar território entre eleitores progressistas.

Ao que tudo indica, os principais beneficiados do movimento por voto útil na centro-esquerda seriam Calil e Vanderlan. A tentativa é fazer com que o deputado federal e o senador candidato à reeleição superem Gayer. Um dos principais argumentos apresentados nas redes pelos eleitores é, também, o tempo do mandato, já que um senador eleito ficará por oito anos na Casa Alta.

A campanha chegou, inclusive, a quadros petistas. A deputada estadual e candidata à reeleição Bia de Lima (PT) saiu em defesa do voto em Vanderlan na última terça-feira (29/9), em entrevista à Rádio Difusora. A parlamentar ressaltou que se trata de uma decisão pessoal o voto no pessedista em razão da preocupação com possíveis vencedores.

Também é citado entre os argumentos dos defensores do voto útil nas redes o fato de que Vanderlan e Calil já sinalizaram positivamente para pautas consideradas importantes do governo Lula, como o fim da escala 6×1. 

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