Em Goiânia, Caiado cobra igualdade tributária para varejo brasileiro
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu condições iguais de competitividade entre empresas brasileiras e comerciantes estrangeiros.
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu condições iguais de competitividade entre empresas brasileiras e comerciantes estrangeiros. Durante agenda na região da 44, em Goiânia, nesta sexta-feira (2), o candidato criticou a isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50 e afirmou que o benefício deveria ser estendido aos empresários nacionais. Caiado também comentou o cancelamento do debate presidencial da TV Globo, ocorrido na noite anterior.
“Se está dando 100% de isenção até US$ 50, que seja dado também a nós que estamos produzindo no Brasil”, afirmou. Segundo Caiado, empresas dos setores de varejo e confecção estariam transferindo operações para países vizinhos em busca de custos menores. O candidato também relacionou as dificuldades do comércio ao endividamento da população e às altas taxas de juros. “O que estão fazendo com o varejo no Brasil é um crime. Essas pessoas estão endividadas. Não adianta desenrolar um, dois e três, senão derrubar a taxa de juros”, declarou.
Caiado também apontou a carga tributária e os juros elevados como fatores que contribuem para o crescimento da informalidade. “O que provoca a pessoa ir para a informalidade? Ela não consegue pagar a taxa de juros, não consegue pagar a carga tributária”, disse. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) citados pelo candidato, 82% da população tem alguma dívida ativa. Para Caiado, o cenário exige medidas que reduzam os custos para os empresários brasileiros e ampliem as condições de concorrência no mercado.
Críticas ao cancelamento do debate
Ao comentar o cancelamento do debate presidencial da TV Globo, Caiado classificou o episódio como “uma afronta” e “um atentado à democracia brasileira”. O candidato afirmou que participou dos debates desde o primeiro encontro entre os presidenciáveis e criticou a interrupção da programação após os participantes terem concordado previamente com as regras. “O que nós vimos ontem é a negação de uma campanha eleitoral. É colocar a democracia em risco”, declarou. Caiado também afirmou que o cancelamento impediu os candidatos de apresentar seus planos de governo e os eleitores de conhecer as propostas. “Negaram a mim e a todos que lá estavam poder levar o seu plano de governo para a população”, disse. O candidato ainda criticou a atuação do Judiciário no episódio e alegou que houve extrapolação de prerrogativas.
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