Golpistas usam nomes da Saneago e da Equatorial para enganar consumidores em Goiás
Fraudadores simulam cobranças da Saneago e da Equatorial Goiás para induzir clientes a pagar boletos falsos ou acessar páginas fraudulentas
Golpistas têm utilizado os nomes da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) e da Equatorial Goiás Distribuidora de Energia S.A (Equatorial Goiás) para enganar consumidores e obter pagamentos indevidos. As fraudes envolvem mensagens sobre contas em atraso, links para páginas falsas e boletos que imitam documentos verdadeiros. Em alguns casos, os criminosos utilizam dados pessoais dos clientes para dar credibilidade à abordagem e induzir as vítimas a realizar transferências.
A prática inclui o envio de mensagens por aplicativos, principalmente WhatsApp, a divulgação de números que não pertencem às empresas e a criação de páginas que reproduzem a identidade visual das concessionárias. Logotipos, cores e informações semelhantes às dos canais oficiais são utilizados para fazer com que a abordagem pareça legítima.
No caso da Saneago, consumidores devem desconfiar de contatos feitos por números desconhecidos. O telefone (62) 99634-9684, por exemplo, não deve ser confundido com o canal oficial da companhia. Antes de responder a uma mensagem, acessar um link ou efetuar um pagamento, é importante confirmar a origem do contato diretamente com a empresa.
Outra modalidade consiste na criação de sites que imitam as páginas das concessionárias. Ao pesquisar na internet por uma segunda via de conta, o consumidor pode encontrar endereços fraudulentos que direcionam para documentos falsos. Nessas páginas, a vítima pode informar dados pessoais e receber um boleto ou código de pagamento que encaminha o dinheiro aos criminosos.
Em outras situações, o documento apresenta informações semelhantes às de uma fatura verdadeira, mas os dados de pagamento foram alterados. Por isso, não basta conferir o logotipo ou o nome da empresa no boleto. Antes de concluir a operação, o consumidor deve verificar os dados exibidos na tela de confirmação do banco, especialmente o nome do beneficiário e o valor da cobrança.
A utilização de informações verdadeiras também pode aumentar o risco. Quando os criminosos conhecem o nome do cliente ou o endereço do imóvel, a mensagem pode parecer mais confiável. No entanto, ter dados corretos não comprova que o contato foi feito pela concessionária.
A orientação é evitar links enviados por desconhecidos e não fornecer senhas, códigos de autenticação ou dados bancários em páginas cuja origem não tenha sido confirmada. Para consultar débitos ou emitir uma segunda via, o caminho mais seguro é acessar o site oficial digitando o endereço no navegador ou utilizar o aplicativo da empresa.
Como conferir os canais oficiais
A Saneago disponibiliza atendimento pelo WhatsApp, no número (62) 3269-9115, e pelo telefone 0800 645 0115. Os consumidores também podem consultar serviços pelo site oficial, em www.saneago.com.br. Conforme a necessidade, há opções de atendimento por plataformas públicas digitais, como o Expresso Goiás, e nas unidades do Vapt Vupt, de acordo com as regras de agendamento.
Os clientes da Equatorial Goiás podem buscar informações pelo site www.equatorialenergia.com.br, pelo aplicativo da distribuidora e pelos canais de atendimento da empresa. Entre eles estão a assistente virtual Clara, pelo WhatsApp (62) 3243-2020, e a central telefônica 0800 062 0196.
A recomendação é utilizar esses contatos para verificar débitos, solicitar a segunda via de contas e esclarecer dúvidas sobre cobranças. Se uma mensagem apresentar um número diferente dos canais divulgados pela empresa, o consumidor deve evitar continuar a conversa até confirmar a autenticidade do contato.
Também é importante observar o destinatário antes de autorizar uma transferência via Pix ou pagar um boleto. Se o nome apresentado não corresponder à empresa responsável pela cobrança, a operação deve ser interrompida até que a divergência seja esclarecida. Em caso de dúvida, o consumidor pode cancelar o pagamento e procurar diretamente a concessionária.
O que fazer em caso de golpe
Quem suspeitar de fraude deve interromper o contato e guardar as evidências disponíveis. Mensagens, números de telefone, endereços de sites, comprovantes, boletos e capturas de tela podem ajudar a documentar o ocorrido e contribuir para a investigação.
Se o dinheiro já tiver sido transferido, a vítima deve procurar imediatamente o banco ou a instituição financeira utilizada na operação, informar a fraude e solicitar a análise das medidas cabíveis. Em pagamentos feitos por Pix, é possível pedir a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), conforme as regras do sistema. O procedimento permite analisar a transação, mas não garante a recuperação do dinheiro.
Também é recomendável registrar um boletim de ocorrência, reunindo informações sobre a abordagem e o pagamento. A documentação pode auxiliar as autoridades na apuração dos fatos e na identificação dos responsáveis.
A principal orientação é desconfiar de cobranças inesperadas e confirmar qualquer pendência diretamente com a concessionária.
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