Goiânia intensifica ações para reduzir riscos de alagamentos durante chuvas
Comurg já limpou mais de 4 milhões de metros quadrados de margens de córregos em 2026; SET monitora mais de 130 pontos críticos e prevê bloqueios durante temporais
Goiânia intensifica as ações preventivas para reduzir os impactos das chuvas e evitar riscos para motoristas e pedestres. Entre as medidas estão a limpeza de córregos, o monitoramento das vias e a preparação de equipes para atender ocorrências durante temporais. Segundo a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), a capital possui mais de 130 pontos de alagamento que exigem atenção especial durante o período chuvoso.
A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) informou que já realizou, em 2026, a limpeza de mais de 4 milhões de metros quadrados de margens de córregos. O trabalho é reforçado antes e durante as chuvas, principalmente em trechos que acumulam resíduos com frequência. Em algumas intervenções, as equipes retiram até 500 quilos de materiais de um único ponto.
Segundo a companhia, determinados locais recebem de duas a quatro intervenções ao longo de sete meses. Entre os trechos que exigem acompanhamento está o Córrego do Fundo, na Avenida Mangalô, no Finsocial. No local, uma ponte favorece a concentração de materiais transportados pela água, o que demanda limpeza recorrente.
O trabalho também ocorre no Córrego Taquaral, na Avenida Leste-Oeste, no Setor João Braz, e no Córrego Capim Puba, entre as avenidas Goiás Norte e Marechal Rondon, no Setor Norte Ferroviário. Outros cursos d’água atendidos incluem os córregos Cascavel, Santa Helena, Botafogo e Água Branca.
A Comurg alerta que resíduos descartados irregularmente em ruas, calçadas, terrenos e margens podem ser carregados pela chuva e dificultar o escoamento da água. Entre os materiais encontrados pelas equipes estão colchões, eletrodomésticos, pneus, plásticos e latas.
Mais de 130 pontos exigem atenção
A limpeza dos córregos é uma das frentes de prevenção, mas a segurança durante temporais também depende do monitoramento das ruas e da resposta rápida a situações de risco. De acordo com a SET, entre os pontos que exigem atenção estão a Marginal Botafogo, nas proximidades dos viadutos das avenidas Jamel Cecílio e Independência, e o cruzamento da Rua 87 com a Avenida Cora Coralina.
A lista inclui ainda a Avenida Guarapari, na região do Parque Cascavel; a Marginal Cascavel com a Rua Jaraguá; a Avenida José Leandro da Cruz, no Parque Amazônia; a Avenida 3ª Radial, no Setor Pedro Ludovico; e a Avenida Americano do Brasil, nas proximidades do Parque Areião.
Para esses locais, a secretaria prevê sinalização, presença de agentes e bloqueios conforme as condições identificadas pelas equipes. Goiânia também conta com totens equipados com cancelas para restringir o acesso a trechos perigosos. O monitoramento combina informações de sensores com avaliações realizadas em campo.
A parceria com o aplicativo Waze permite informar interdições e orientar os motoristas sobre rotas alternativas. Segundo a SET, o recurso também pode ser utilizado em locais sem totens, quando os agentes identificam alagamentos e a necessidade de interromper o tráfego.
A secretaria integra o Gabinete de Crise Climática, que reúne órgãos como Defesa Civil, Comurg, Guarda Civil Metropolitana, Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).
Plano prevê resposta a temporais
Em 2 de outubro, a Prefeitura de Goiânia apresentou medidas de prevenção, monitoramento e resposta a eventos climáticos extremos, diante da possibilidade de impactos associados ao fenômeno conhecido como Super El Niño. O planejamento inclui ações para enfrentar chuvas intensas, calor extremo, baixa umidade e incêndios.
Entre as iniciativas anunciadas estão o acompanhamento de áreas de risco, a limpeza e desobstrução da rede de drenagem e a preparação de equipes e equipamentos para emergências. Na ocasião, o prefeito Sandro Mabel afirmou que a instalação de novos pluviômetros permitirá acompanhar a quantidade de chuva e a direção e velocidade dos ventos, auxiliando na identificação de regiões com maior possibilidade de inundação.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Robledo Mendonça, o plano estabelece responsabilidades e procedimentos para integrar a atuação dos órgãos municipais. Durante chuvas fortes, a SET poderá realizar bloqueios preventivos, desvios e redirecionamento do tráfego, além de apoiar eventuais evacuações.
A Comurg informou que mantém equipes de plantão e equipamentos, como retroescavadeiras, caminhões e motosserras, para retirar árvores, entulhos e outros materiais após enxurradas.
Descarte irregular preocupa
A prevenção também depende da destinação adequada do lixo. Quando resíduos são deixados em vias públicas e margens de córregos, podem ser arrastados pela água e se acumular em pontos de passagem, prejudicando o escoamento.
Durante temporais, a orientação é que motoristas e pedestres respeitem as interdições e evitem atravessar áreas alagadas. Os bloqueios buscam reduzir a exposição da população a situações perigosas.
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