Canetas emagrecedoras: redes sociais informam 61%, e profissionais de saúde, 14%, aponta pesquisa
Entre os brasileiros entrevistados, 74% já ouviram falar dos medicamentos; índice supera a média de 50% dos 32 países pesquisados pela Ipsos
As chamadas canetas emagrecedoras são mais conhecidas entre os brasileiros entrevistados do que na média internacional, mas as informações chegam principalmente pelas redes sociais. É o que mostra o Monitor da Saúde 2026, realizado pela Ipsos em 32 países.
No Brasil, 74% dos participantes afirmam já ter ouvido falar de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Na média dos países pesquisados, o percentual é de 50%.
A diferença é de 24 pontos percentuais. O resultado mede familiaridade com os medicamentos, sem significar que essa parcela dos entrevistados utiliza os produtos ou conhece suas indicações em detalhes.
Redes sociais lideram as fontes
Entre os brasileiros que já ouviram falar das canetas, 61% citam as redes sociais como fonte de informação. A mídia tradicional aparece com 50%, seguida por familiares ou amigos, com 30%. Profissionais de saúde são mencionados por 14% desse grupo. O recorte se refere às pessoas que conhecem os medicamentos, e não ao conjunto de todos os participantes da pesquisa.
Conhecimento cresceu em um ano
O índice de brasileiros que já ouviram falar desses tratamentos aumentou 17 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Esse mesmo percentual pode estar relacionado às divulgações feitas nas redes sociais por influenciadores. Entretanto, os números apresentados não estabelecem, por si só, que as redes sociais tenham provocado o crescimento do conhecimento. Também não permitem concluir que todos os entrevistados que citam a internet estejam usando medicamentos sem acompanhamento.
Informação não equivale a orientação clínica
O contraste central do levantamento está entre a ampla familiaridade com as canetas e a participação menor dos profissionais de saúde como fonte de informação. Ouvir falar de um medicamento, acompanhar relatos de outras pessoas e receber orientação individual são situações diferentes. O percentual de 14% não deve ser apresentado como prova de que os demais nunca passaram por consulta médica.
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