Meta diz ter suspendido 720 publicações com IA após questionamento ao TSE
Empresa afirma que analisou 1.204 conteúdos produzidos por inteligência artificial e nega descumprir decisões judiciais ou favorecer candidatos; campanha de Lula acusa ferramenta de beneficiar Flávio Bolsonaro
A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu 720 publicações produzidas com inteligência artificial por não apresentarem a identificação exigida pelas regras eleitorais. Segundo a empresa, foram analisados 1.204 conteúdos desse tipo. A manifestação foi apresentada nesta terça-feira (20), em resposta a questionamentos sobre a atuação das plataformas durante a campanha eleitoral.
No documento, a companhia também negou descumprir determinações judiciais ou adotar critérios que beneficiem candidatos específicos. A Meta afirmou que Facebook, Instagram e WhatsApp seguem as mesmas regras de distribuição de conteúdo para todos os concorrentes.
A resposta ocorre após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentar, na segunda-feira (19), uma nova contestação. A equipe do petista sustenta que a ferramenta de inteligência artificial da empresa continua favorecendo o senador Flávio Bolsonaro e argumenta que a situação pode criar condições desiguais na disputa eleitoral. A alegação, no entanto, é uma acusação da campanha e não uma conclusão confirmada pela manifestação da Meta.
Empresa detalha regras para anúncios políticos
Entre as medidas descritas ao TSE, a Meta declarou que a veiculação de anúncios políticos pagos é permitida apenas a candidatos, partidos, coligações e federações registrados na Justiça Eleitoral. A empresa também informou que, caso um sistema automatizado restrinja ou bloqueie a conta de anúncios de um candidato que disputa o segundo turno, será realizada uma análise humana em até duas horas.
Além de apresentar os procedimentos adotados, a companhia solicitou uma reunião com o ministro Marco Aurélio Bellizze, relator do caso. Até o momento, segundo informações divulgadas pela CNN, o magistrado ainda avaliava a possibilidade de incluir o encontro na agenda.
O episódio amplia a discussão sobre o funcionamento de ferramentas de inteligência artificial e a atuação das redes sociais durante o período eleitoral. A campanha de Lula questiona os efeitos da ferramenta sobre a disputa, enquanto a Meta sustenta que aplica critérios uniformes e afirma ter adotado medidas para cumprir as exigências da legislação eleitoral.
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