Câmara de Goiânia aprova reajuste na carreira dos administrativos da Educação
Projeto prevê salário-base inicial de R$ 1.640 para jornada de 30 horas semanais e amplia gradualmente as diferenças salariais entre níveis e referências até 2030
O Plenário da Câmara de Goiânia aprovou, em primeira votação, nesta quinta-feira (29), o projeto de lei (PL 477/2026), que reestrutura a tabela de vencimentos dos trabalhadores administrativos da Educação. A proposta eleva o salário-base inicial da categoria e amplia, de forma gradual, os percentuais de progressão na carreira. De autoria do prefeito Sandro Mabel (União Brasil), a matéria será analisada pela Comissão do Trabalho e Servidores Públicos antes de retornar ao Plenário para segunda votação.
O texto fixa o vencimento básico inicial em R$ 1.640 para a jornada de 30 horas semanais. Segundo a Prefeitura, a medida busca evitar distorções salariais e garantir a hierarquização das atribuições dos cargos de apoio, assistenciais e operacionais da Rede Municipal de Ensino.
A recomposição das diferenças percentuais entre níveis e referências da carreira será implementada de forma escalonada, com novos índices aplicados a partir de 1º de maio de cada ano, até 2030. Em 2026, os percentuais são de 7,42% entre níveis e 1,2% entre referências. Em 2027, passarão para 8,57% e 1,4%, respectivamente. Em 2028, serão de 9,71% entre níveis e 1,6% entre referências. Já em 2029, os índices chegarão a 10,86% e 1,8%. Em 2030, serão aplicados os diferenciais integrais de 12% entre níveis e 2% entre referências.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) acompanhou, na manhã de quarta-feira (28), a tramitação do projeto na Câmara Municipal de Goiânia. Segundo a entidade, após cobranças e articulações da presidenta e deputada estadual Bia de Lima e da vice-presidenta, professora Ludmylla, a proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A reunião da comissão foi acompanhada pela professora Meibb Souza, secretária de Imprensa e Divulgação; por Maria Margareth, secretária dos Aposentados; e pela diretora Sônia Matheus.
O Sintego informou que continua acompanhando a tramitação e articula, junto ao mandato do vereador Edward, a outros vereadores e a secretários do governo, a apresentação de uma emenda para garantir o pagamento retroativo a agosto.
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