Alunos do Basileu França, em Goiânia, são selecionados para competição internacional de balé
Arthur, Carlos Eduardo, Pablo e Vinícius, entre 15 e 17 anos, vão disputar o concurso em Lausanne ao lado de candidatos de 16 países; escola já tem ex-aluno no English National Ballet
A próxima edição de uma das principais competições de formação de jovens bailarinos terá uma presença expressiva de Goiás. Dos sete brasileiros escolhidos para o Prix de Lausanne 2027, quatro estudam na Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, em Goiânia. Eles disputarão o concurso entre 31 de janeiro e 7 de fevereiro, na cidade suíça de Lausanne, ao lado de candidatos de outros 16 países.
A lista divulgada na quinta-feira (29) inclui Arthur Henrique Bueno, de 16 anos, Carlos Eduardo Araújo, de 15, Pablo de Paula Ribeiro, de 17, e Vinícius Nunes Sousa, de 15. Os quatro chegam à seleção por caminhos diferentes. Arthur conquistou a classificação na pré-seletiva latino-americana, em junho. Os outros três foram escolhidos na análise internacional de apresentações gravadas.
A etapa por vídeo dá a dimensão da concorrência. Nove profissionais da dança examinaram gravações de 412 candidatos, de 36 países. Desse grupo, 72 receberam uma vaga. Outros nove já estavam classificados em seletivas anteriores. Assim, 81 jovens, com idades e trajetórias distintas, estarão na disputa em 2027.
O número de alunos do Basileu França chama atenção não apenas pela proporção na delegação brasileira, mas também pela idade dos selecionados. Entre 15 e 17 anos, eles terão a oportunidade de apresentar seu trabalho diante de profissionais ligados à formação de bailarinos e a companhias internacionais. Para muitos participantes, o concurso funciona como uma porta de entrada para uma etapa decisiva da carreira.
Uma disputa que pode abrir caminhos
Criado em 1973, o Prix de Lausanne não se limita à entrega de troféus. O concurso é voltado a jovens em formação e oferece bolsas de estudo e oportunidades de aperfeiçoamento em instituições parceiras. O desempenho pode aproximar os candidatos de escolas e companhias de balé de outros países, embora a classificação para a competição não represente, por si só, a conquista de uma bolsa.
O Basileu França já tem alunos premiados no evento. Em 2024, João Pedro dos Santos Silva recebeu uma das premiações e foi escolhido como favorito do público. No ano anterior, Ana Luisa Negrão conquistou o prêmio da Fundação Albert Amon. Miguel Oliveira recebeu, em 2022, a distinção de Melhor Jovem Talento, concedida pela Fundação Nureyev.
A lista de ex-alunos reconhecidos em Lausanne inclui ainda Carolyne Galvão, que esteve entre os oito premiados de 2018 e hoje é primeira solista do English National Ballet, e Adhonay Soares Silva, premiado em 2013. São trajetórias diferentes, mas que ajudam a explicar por que a seleção deste ano tem peso para a escola goiana.
Além dos resultados no concurso suíço, a instituição contabiliza mais de 60 prêmios em competições internacionais desde 2023. Na prática, a nova classificação coloca novamente seus estudantes em contato com uma rede de formação artística que ultrapassa as fronteiras brasileiras.
Mantida pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), a Escola do Futuro em Artes Basileu França é gerida pela Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT). A edição de 2027 começa em 31 de janeiro, quando os quatro jovens passarão da seleção por vídeos à experiência de competir em Lausanne.
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