Base de Mabel quer celeridade em projetos e relação amena na Câmara de Goiânia
Aliados do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) creem que projetos do Executivo enfrentarão menor resistência em 2027; estimativa é que base do Paço chegue a 30 vereadores
A base do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) na Câmara Municipal de Goiânia trabalha com a expectativa de que o Paço Municipal enfrente menos resistência no Legislativo a partir de 2027, quando haverá mudança no quadro de parlamentares da Casa e a nova Mesa Diretora assumirá o comando do parlamento para os últimos dois anos da atual legislatura.
Entre os aliados do prefeito, a leitura é de que haverá maior “celeridade” na tramitação dos projetos prioritários do Paço na Câmara. O vereador Pedro Azulão Jr. (MDB), que irá substituir Wellington Bessa (Mobiliza) no cargo de líder do prefeito, disse à reportagem do O HOJE que a pretensão “não é atropelar” matéria alguma. “Nós só queremos que tenha agilidade nos projetos da prefeitura e dos vereadores.” Eleito deputado estadual, Bessa deixará a Câmara para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
A reivindicação por mais celeridade nos trabalhos da Casa é do prefeito. Mabel colecionou episódios de confronto com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Luan Alves (MDB), em razão de projetos da prefeitura que ainda não avançaram na tramitação por não terem sido analisados pelo colegiado. Na última quarta-feira (4), a reunião da CCJ foi cancelada por falta de quórum.
A partir de 2027, a CCJ será comandada por Willian Veloso (PL). A expectativa é que com o vereador liberal na chefia do colegiado, Mabel encontre um ambiente mais favorável para as matérias do Paço.
“É a comissão mais importante da Câmara. E lá nós teremos um vereador já de segundo mandato, que sempre foi membro da CCJ como vice-presidente, tem experiência, é advogado, jurista e conhece bem o processo legislativo. Acredito que vamos ter uma tranquilidade bem maior na CCJ”, disse Azulão sobre o vereador do PL assumir a presidência da comissão.
“Até 30 vereadores”
Além disso, o futuro líder do prefeito estima que a “base de apoio do prefeito pode chegar até 30 vereadores”. Com os acenos para uma aproximação entre Mabel e os vereadores do PL, o grupo de oposicionistas para os últimos dois anos de mandato do prefeito deve se restringir a Luan Alves, Lucas Vergílio (MDB), Aava Santiago (PSB) e a bancada do PT, que sofrerá alterações para o ano que vem. Com a eleição de Fabrício Rosa e Kátia Maria para a Alego, as suplentes Professora Ludmylla e Professora Ana Rita irão compor a bancada petista ao lado de Edward Madureira.
Além da saída de um oposicionista da CCJ, a eleição da Mesa Diretora ainda reservou para Mabel uma vitória no comando da Casa. A eleição de Thialu Guiotti (Avante), que substituirá Romário Policarpo (Cidadania) na Presidência da Câmara no ano que vem, é também fruto de uma articulação do prefeito, que trabalhou em prol do aliado.
A manutenção de um cenário favorável para o prefeito na Câmara também dependerá do atendimento do Paço aos interesses dos parlamentares. Azulão disse que irá trabalhar para uma “aliança que os dois lados fiquem satisfeitos”, na relação entre os aliados e o prefeito. Neste ano, a principal reivindicação dos parlamentares foi a respeito do pagamento de emendas impositivas. A prefeitura foi alvo de cobranças, inclusive, de Thialu.
Ausência de documentos
A Secretaria de Governo alega que um dos motivos para o atraso no pagamento é a ausência ou demora na entrega dos documentos das entidades que receberam destinação dos recursos dos vereadores. Segundo o painel de emendas parlamentares, disponível no site da Prefeitura de Goiânia, o Executivo municipal ainda não pagou 83% das emendas destinadas.
Siga o Canal do O Hoje e receba as principais notícias do dia direto no seu WhatsApp! Canal do O Hoje.