Issy Quinan forma maioria para presidência da Alego, enquanto grupo dos sete articula candidatura alternativa
Com 21 apoios declarados e o próprio voto, deputado do MDB soma um voto a mais que os 21 necessários para vencer a eleição; Talles Barreto e mais seis parlamentares também tentam construir nome para disputar comando da Casa
Bruno Goulart
O deputado estadual Issy Quinan (MDB) reúne, até o momento, 22 votos para a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), no biênio 2027-2028. O número representa um voto a mais que os 21 necessários para conquistar a maioria em uma Casa composta por 41 deputados. Com manifestações de apoio de parlamentares de 11 partidos, o emedebista aparece como principal nome nas articulações para suceder Bruno Peixoto (União Brasil). Apesar disso, a eleição ainda não está definida. Um grupo de sete deputados também se movimenta para indicar um candidato que possa disputar o comando do Legislativo com Issy.
Quem apoia Issy
A lista de apoiadores do emedebista reúne parlamentares de diferentes bancadas. Pelo MDB, estão Paulo Cezar Martins, Lineu Olímpio e George Morais, além do próprio Issy. O Mobiliza tem três representantes: Wellington Bessa, Lucas Kitão e Keke da Vulkanic. No PSD, os apoios são de Paulo do Vale e Coronel Edson Raiado. Já o Podemos reúne Henrique César e Willian Panda, enquanto o Novo conta com Neto Karfan e Dr. Amarildo Filho.
Também integram a relação Joscilene do Mangão e Graciele da Arte Trigo, do Agir; Gustavo Sebba, José Machado e Romário Policarpo, da federação PSDB/Cidadania; Rubens Marques, do PSB; Paulinho Vai Nele, do PRD; e Coronel Urzêda e Marquinho do Gayer, do PL. Ao todo, são 21 parlamentares que declararam apoio, além do próprio voto de Issy.
“Não existe favoritismo”
Mesmo com a contagem acima do mínimo necessário, o deputado evita considerar a eleição resolvida. Ao O HOJE, Issy afirmou que mantém conversas com praticamente todos os integrantes da Assembleia e busca construir uma candidatura de consenso.
“Nós temos dialogado com praticamente todos e buscado essa convergência que julgamos necessária para pacificar a Casa em torno de uma candidatura. Até o momento, existem outros postulantes e isso é legítimo. Há um caminho longo ainda. Não existe favoritismo. O que existe é diálogo”, afirmou.
O emedebista também ressaltou que outros deputados têm condições de disputar a presidência. Segundo ele, cerca de 22 nomes já foram mencionados nas conversas sobre a sucessão. “Todos os nomes que se colocam como alternativa são viáveis e capacitados. Eles detêm meu respeito”, declarou.
Grupo dos sete quer indicar adversário
Enquanto Issy contabiliza os apoios, outro grupo tenta organizar uma candidatura para disputar a presidência. A articulação reúne sete deputados: Talles Barreto (União Brasil), Virmondes Cruvinel (União Brasil), Cairo Salim (PSD), Charles Bento (MDB), Wilde Cambão (União Brasil), Jamil Calife (PP) e Wagner Neto (Solidariedade).
A proposta é chegar a um nome de consenso entre os integrantes para enfrentar Issy na eleição. Além da escolha de um candidato, o grupo tem como principal bandeira o fim da reeleição para a presidência da Assembleia. Os parlamentares defendem que a mudança permitiria maior alternância no comando da Casa e abriria espaço para que outros deputados ocupassem a função.
Líder do governo na Alego, Talles Barreto afirmou que ainda é cedo para avançar na definição. Segundo ele, as articulações precisam aguardar o retorno do governador Daniel Vilela (MDB) e as conversas com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).
“Issy é preparado, mas essa decisão tem que esperar Daniel voltar de viagem e doutor Ronaldo. Agora, nós que somos veteranos, vamos trabalhar com todo afinco para o fim da reeleição. Quatro anos é muito. É importante haver esse revezamento”, disse ao O HOJE.
Questionado se o grupo já recebeu sinalizações de apoio de outros parlamentares ou bancadas para a proposta, Talles voltou a dizer que a discussão depende das conversas com as duas lideranças. “Sobre esse assunto, vamos ter que esperar Daniel voltar de viagem e doutor Ronaldo também”, declarou.
Issy, por sua vez, afirmou que mantém diálogo frequente com os integrantes do grupo dos sete e que a relação entre eles é próxima, apesar das diferentes articulações. “Conversei permanentemente com o grupo dos sete. Temos relação fraterna dentro da Casa”, disse. A eleição da nova Mesa Diretora está prevista para fevereiro de 2027.
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