Goiânia reforça ações contra alagamentos com chegada do período chuvoso
Prefeitura intensifica o monitoramento de áreas de risco, limpeza de córregos e preparação de equipes para enfrentar temporais. Capital está sob alerta amarelo do Inmet
O avanço do período chuvoso em Goiás aumenta a preocupação com os riscos de alagamentos, quedas de árvores e danos à infraestrutura urbana. Em Goiânia, a Prefeitura intensifica as medidas preventivas para tentar reduzir os impactos dos temporais, com monitoramento de pontos críticos, limpeza de cursos d’água e atuação integrada da Defesa Civil com outros órgãos municipais e estaduais. As ações ocorrem em meio ao alerta amarelo emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que prevê tempestades na Capital a partir desta quinta-feira (5).
O aviso meteorológico prevê volumes de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos que podem chegar a 60 km/h e possibilidade de granizo. Entre os riscos associados estão alagamentos, queda de galhos de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Diante desse cenário, o Gabinete de Crise Climática de Goiânia mantém o acompanhamento das condições meteorológicas e das regiões consideradas vulneráveis. A estrutura reúne a Guarda Civil Metropolitana (GCM), as secretarias municipais de Engenharia de Trânsito (SET), Infraestrutura Urbana (Seinfra) e de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), além da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). A atuação também conta com o apoio de equipes estaduais, do Corpo de Bombeiros e do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo).
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Goiânia, Robledo Mendonça, o planejamento municipal estabelece três níveis de atuação: atenção, alerta e emergência. Na primeira etapa, as equipes acompanham as previsões e a aproximação de áreas de instabilidade. Quando a possibilidade de chuva se confirma, o município passa ao nível de alerta, com deslocamento de profissionais para pontos previamente definidos e monitoramento das regiões de risco.
Já em situações de emergência, podem ser adotadas medidas como bloqueios de vias, desvios no trânsito, isolamento de áreas e orientação a motoristas e motociclistas. O objetivo é evitar que a população permaneça em locais sujeitos a alagamentos e outros acidentes durante os temporais.
Limpeza de córregos e bloqueios em áreas de risco
Além do monitoramento, a Prefeitura realiza uma força-tarefa de manutenção em quatro importantes cursos d’água da Capital. Durante novembro, a Comurg concentra os trabalhos nos córregos Palmito, Mingau, Anicuns e Cascavel, com serviços de roçagem das margens, desobstrução dos leitos e retirada de resíduos, entulhos, galhadas e móveis descartados irregularmente.
A iniciativa busca melhorar o escoamento da água e reduzir a possibilidade de pontos de obstrução que favoreçam alagamentos e transbordamentos. Os serviços já começaram nos córregos Palmito e Mingau, nas regiões do Jardim Novo Mundo e Parque Amazônia. Na sequência, as equipes avançam pelo Córrego Anicuns, que abrange bairros como Goiá II, Jardim Leblon, São Francisco, Esplanada do Anicuns, São José, Vila João Vaz, Residencial Itamaracá, Vila Clemente e Vila Santa Helena. No fim do mês, a programação prevê intervenções em trechos do Córrego Cascavel, no Jardim América.
Outro eixo das medidas municipais envolve o acompanhamento de vias com histórico de alagamentos. A Marginal Botafogo e a Avenida 87 estão entre os pontos que recebem atenção durante os períodos de chuva. O monitoramento é reforçado pelas câmeras da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET), enquanto cancelas inteligentes instaladas nos acessos à Marginal Botafogo permitem impedir a entrada de veículos quando há risco de inundação.
As medidas integram o planejamento apresentado pela Prefeitura em outubro para enfrentar os possíveis impactos do chamado Super El Niño. O plano prevê acompanhamento das condições meteorológicas e organização da resposta a ocorrências como tempestades, alagamentos, calor intenso e baixa umidade do ar.
Defesa Civil reforça orientações à população
O monitoramento também ocorre em âmbito estadual. Segundo o capitão Jonathan Soares, da Defesa Civil Estadual, o trabalho começa com as previsões do Inmet, que permitem identificar as regiões com possibilidade de serem atingidas por eventos meteorológicos. A partir dessas informações, o Estado encaminha alertas à população por SMS e WhatsApp.
O acompanhamento é complementado pelo Cimehgo, que detalha as previsões em escala estadual e permite identificar os municípios com maior possibilidade de registrar chuvas intensas. Imagens de satélite e dados de pluviômetros instalados na Capital também são utilizados para acompanhar o deslocamento das nuvens e verificar a evolução das condições climáticas.
A Defesa Civil orienta que motoristas evitem atravessar ruas alagadas e respeitem os bloqueios realizados pelas equipes.
Os moradores podem receber alertas gratuitos da Defesa Civil Estadual enviando o CEP por SMS para o número 40199. Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros atende pelo telefone 193, enquanto a Guarda Civil Metropolitana pode ser acionada pelo 153.
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