Ministério Fama desliga pastor após relatos de abuso sexual em Goiânia
Igreja informou que retirou líder do cargo e de todas as funções religiosas; acusações divulgadas nas redes envolvem violência sexual e manipulação da fé
A Assembleia de Deus Ministério Fama, em Goiânia, informou que desligou de suas funções um pastor após tomar conhecimento de relatos sobre sua conduta. A manifestação aconteceu em meio à divulgação, nas redes sociais, de acusações de abuso sexual e violência psicológica contra mulheres da congregação.
Em comunicado, a igreja afirmou que decidiu substituir imediatamente o responsável pelo departamento e retirá-lo de todas as funções eclesiásticas, incluindo sua exclusão do quadro pastoral. Segundo a instituição, a decisão foi tomada na terça-feira (3), às 21h, durante uma reunião extraordinária conduzida pelo presidente do ministério. Participaram líderes da Rede da Juventude da sede e pastores integrantes da diretoria.
O que dizem os relatos
As acusações são direcionadas a um pastor que atuava na liderança dos jovens da sede do Ministério Fama. Segundo as denúncias, o homem é suspeito de assédio, violência psicológica e estupro.
Mulheres afirmam que o religioso utilizava sua posição de autoridade e argumentos ligados à fé para pressioná-las a aceitar abordagens de natureza sexual. Alguns episódios teriam acontecido durante atendimentos pastorais. Uma mulher que se apresentou publicamente como vítima relatou ter sofrido um toque inadequado. Segundo ela, ao questionar o episódio, ouviu de pessoas próximas que se tratava de uma demonstração de “carinho paternal”.
O que diz a igreja
No comunicado, o Ministério Fama classificou como graves os fatos que chegaram ao conhecimento da direção e afirmou que tomou a decisão administrativa imediatamente após a apresentação das informações à liderança. “Ressaltamos que a Igreja está acompanhando o caso de perto e tomando todas as providências cabíveis”, declarou a instituição.
A nota também reafirma o compromisso com a transparência, a responsabilidade institucional e o cuidado com membros e congregados.
Como o nome do pastor não foi divulgado, não conseguimos a defesa.
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