Goiânia tem 135 pontos de alagamento e 120 áreas de risco, aponta levantamento
Mapeamento identifica 1.616 imóveis em regiões de risco médio, alto ou muito alto. Ao menos 6,4 mil pessoas vivem nesses locais, segundo dados do Plano Municipal de Redução de Riscos
As fortes chuvas que atingem Goiânia e provocam estragos em diferentes regiões da capital também evidenciam um problema antigo: os pontos de alagamento e as áreas de risco. Segundo levantamento da Defesa Civil, a cidade possui 135 locais onde a água costuma se acumular durante o período chuvoso. Além disso, foram identificadas 120 áreas de risco geo-hidrológico.
Os dois conceitos são diferentes. O ponto de alagamento corresponde ao local onde ocorre o acúmulo temporário de água. Já a área de risco é uma região com condições que favorecem a ocorrência de desastres naturais capazes de ameaçar vidas e construções.
Ao menos 6,4 mil pessoas vivem nas áreas mapeadas, que concentram 1.616 imóveis classificados em níveis de risco médio, alto ou muito alto. As regiões críticas estão principalmente nas margens de canais e cursos d’água, como o Rio Meia Ponte e os córregos Cascavel, Botafogo, Anicuns e João Leite.
Os dados fazem parte do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), elaborado pelo Governo Federal em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (SGB).
Levantamento aponta 27 áreas de risco muito alto
Conforme o mapeamento, 45% dos 120 setores analisados apresentam algum tipo de risco associado a processos hídricos, como inundações, enxurradas e alagamentos.
O levantamento identificou 27 áreas classificadas como de risco muito alto. Nesses locais, estão 576 imóveis e aproximadamente 2.304 moradores.
Outras 49 áreas apresentam risco alto, com 538 imóveis e cerca de 2.152 pessoas. Já as áreas de risco médio somam 44 setores, que reúnem 502 imóveis e aproximadamente 2.008 moradores.
Veja bairros e setores com áreas de risco em Goiânia
A lista de bairros e setores da capital que possuem áreas classificadas como de risco inclui:
- Jardim Novo Mundo;
- Jardim América;
- Vila Romana;
- Vila Roriz;
- Setor Bueno;
- Setor Campinas;
- Setor Urias Magalhães;
- Setor Perim;
- Conjunto Caiçara;
- Residencial Recanto do Bosque;
- Jardim das Aroeiras;
- Vila Santa Efigênia;
- Parque Amazônia;
- Setor Aeroporto;
- Setor Norte Ferroviário.
Plano prevê medidas para reduzir riscos
Para enfrentar os problemas identificados, o Plano Municipal de Redução de Riscos apresenta 60 recomendações técnicas. Entre as medidas estão o fortalecimento e a formalização da Defesa Civil municipal, com estrutura permanente de atuação, a implantação de um sistema de monitoramento geotécnico e a atualização do plano de contingência para situações de emergência.
O documento também recomenda a manutenção regular das redes de drenagem pluvial e dos canais dos córregos.
Além de orientar ações preventivas, o PMRR funciona como instrumento para que o município possa captar recursos federais destinados à prevenção de desastres.
A Prefeitura também costuma posicionar maquinários em pontos estratégicos da capital para permitir intervenções rápidas durante temporais.
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