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domingo, 25 de janeiro de 2026
Educação

Professores sem capacitação na área dão aula na rede pública

Seduce afirma que tem enviado esforços no sentido de que a formação dos professores seja a mais ampla possível

Sheyla Sousapor Sheyla Sousa em 12 de fevereiro de 2019
Exploração infantil ainda é realidade
De acordo com IBGE

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Isabela Martins*

Dados do Censo Escolar divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontaram que pelo menos uma em cada três disciplinas nas escolas é ministrada por professores sem formação específica. A porcentagem varia de acordo com a etapa de ensino. No ensino fundamental 58% das disciplinas são dadas por professores licenciadas na mesma área. No ensino médio esse número é 61,9%. A Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), informou que tem enviado esforços no sentido de que a formação dos professores seja a mais ampla possível. 

Segundo o Censo, no país 77, 3% dos professores tem licenciatura, e 1,2% tem apenas um bacharelado e 6,3% ainda estão na faculdade. Desde 2014 todas as formações aparecem com redução, à exceção é dos professores licenciados onde a porcentagem era de 71,5%.  De acordo com a Seduce, mais de 95% dos professores do Estado tem curso superior completo, na maioria tem formação em licenciatura. 

Nos primeiros anos do ensino fundamental, 1ª ao 5ª ano, 63,1% das disciplinas são oferecidas por professores com licenciatura na mesma área. Na época final do ensino, que vai do 6ª ao 9ª ano, a porcentagem vai para 51,7%, o que mostra que quase metade das disciplinas é ministrada por professores que não são formados especificamente na área lecionada. 

Matriculas

Outro número que chama atenção é a diminuição no número de estudantes matriculados nas escolas. Segundo os dados em 2018, foram registradas 48,5 milhões de matrículas nas 181,9 mil escolas de educação básica brasileira. O número apresenta uma redução em relação aos 48,6 milhões registrados em 2017. A maior parte dos estudantes se encontra na rede pública, cerca de 39,5 milhões, 81,44% do total. 

No ensino médio a estudante Karyce Mendes enfrentou o problema de ter outros professores dando disciplinas que não eram de sua formação e que isso trouxe muitos problemas no ensino. “É um prejuízo para os alunos ter aulas com professores sem formação nessa matéria, já que ele não vai dominar totalmente o assunto, e como resultado não vai conseguir passar o conteúdo de forma mais ampla e correta. Nas escolas em que eu estudei era comum matérias como filosofia e sociologia serem aplicadas por professores com formação em história, letras e até matemática”, comentou.

Demanda

Para a Seduce disciplinas da área de exatas, como Matemática, Física e Química, ainda não devem apresentar melhora no número de professores especializados já que o número de profissionais com essa formação ainda é menor do que a demanda e a necessidade das redes de ensino, mesmo se consideradas só as públicas. 

A Secretaria ainda ressaltou que na última semana o governador Ronaldo Caiado convocou 150 professores para as áreas de Matemática, Física, Química e Biologia que foram aprovados no último concurso público. A previsão é de que ainda neste primeiro trimestre sejam convocados mais 285 professores para essas áreas. 

Estrutura 

Segundo o Censo, quando o assunto é biblioteca ou sala de leitura pouco mais da metade das escolas (51,2%) tem o ambiente de estudo. Entre as escolas públicas, esse percentual é de 45,7% e entre as particulares, 70,3%. Até 2020 as escolas do país devem ter biblioteca e deve haver um livro para cada aluno matriculado, pelo menos. 

Em nota a Seduce informou que considerando o censo escolar 2018 a rede pública estadual de ensino de Goiás conta com 94,95% das unidades escolares tendo biblioteca ou sala de leitura. No Estado são 1.050 escolas estaduais, dessas 895 contam com biblioteca, e 132 contam com sala de leitura. Segundo a Secretaria, esse dado da rede estadual de Goiás é maior do que o nacional em relação às redes estaduais (85,4%) e também é maior do que o dado nacional relativo à rede privada (91,9%). (Isabela Martins é estagiaria do Jornal O Hoje sob orientação do editor de Cidades Rhudy Cristhyan) 

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