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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
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desigualdade

Apenas 2,8% dos médicos brasileiros são pretos, aponta o IBGE

Essa disparidade de representantes pretos no mercado de trabalho de ensino superior, não está limitado somente na profissão

Postado em 28 de fevereiro de 2025 por Renata Ferraz
Médicos
Foto: Pixbay

Dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam a desigualdade racial no acesso às graduações. Isso porque médicos pretos eram apenas 2,8% dos graduados, enquanto os brancos somavam 75,5%. Os pardos representavam 19%, amarelos 2,4% e indígenas 0,1%. A divisão por gênero foi equilibrada, com homens e mulheres em proporções semelhantes.

O baixo número de especialistas negros no Brasil, sendo médicos ou qualuqer outra especialidade está diretamente ligado a fatores históricos e estruturais que dificultam o acesso da população ao ensino superior. Barreiras como menor acesso a escolas de qualidade, dificuldades financeiras e baixa representatividade acadêmica tornam a profissão uma carreira ainda distante para muitos estudantes negros. 

Além da medicina, outras profissões de prestígio apresentam uma predominância de brancos. O levantamento do IBGE mostrou que cursos como odontologia e economia também têm percentuais elevados de graduados brancos, com 75,4% e 75,2%, respectivamente. Em contrapartida, áreas como serviço social possuem maior representatividade negra, com menos da metade dos graduados sendo brancos (47,2%).

Apesar do crescimento do ensino superior nas últimas décadas, a disparidade racial persiste. O Brasil tem 16 milhões de pessoas brancas com diploma, contra 7,5 milhões de pardas e apenas 1,8 milhão de pretas. 

Especialistas apontam que a sub-representação de negros na medicina e em outras áreas valorizadas reforça desigualdades já existentes na sociedade. A presença de profissionais negros pode contribuir para uma atenção mais equitativa à saúde da população negra, que historicamente enfrenta dificuldades de acesso e qualidade nos serviços médicos.

Leia mais: Com 25,88% Goiás registra a sétima menor taxa de frequência escolar

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