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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
Eduardo Bolsonaro

PF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro para reassumir cargo

Ex-deputado do PL perdeu mandato na Câmara por faltas e deve reassumir cargo de escrivão na Polícia Federal no RJ

Paula Costapor Paula Costa em 2 de janeiro de 2026
Eduardo Bolsonaro
Após perder o mandato na Câmara, ex-deputado do PL é obrigado a voltar à Polícia Federal sob risco de punição. Crédito: Agência Brasil.

A Polícia Federal determinou, nesta sexta-feira, (2), o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao cargo efetivo de policial federal, no Departamento da PF em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A decisão foi formalizada por meio de ato administrativo publicado no Diário Oficial da União e ocorre após a perda do mandato de deputado federal, declarada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em 18 de dezembro de 2025.

O despacho encerra o afastamento concedido ao servidor para o exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos à data da cassação. Com isso, a corporação restabelece a situação funcional de Eduardo Bolsonaro, que deve reassumir imediatamente a lotação de origem, sem qualquer condição especial de exercício.

Segundo o ato, a medida tem caráter declaratório e administrativo, com o objetivo de regularizar o vínculo funcional do ex-parlamentar com a instituição. A Polícia Federal também ressalta que a ausência injustificada poderá resultar na abertura de procedimentos administrativos e disciplinares, conforme previsto na legislação vigente.

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ingressou na Polícia Federal antes de iniciar a trajetória política e estava licenciado do cargo desde 2015, quando assumiu o primeiro mandato na Câmara dos Deputados. A cassação ocorreu após o parlamentar deixar de comparecer a pelo menos um terço das sessões deliberativas, critério constitucional para a manutenção do mandato.

Desde março de 2024, o ex-deputado reside nos Estados Unidos. Até o momento, não há manifestação pública sobre a data de retorno ao Brasil para cumprimento da determinação da PF.

Além da ordem de reassunção, Eduardo Bolsonaro já é alvo de processos administrativos internos instaurados pela corregedoria da Polícia Federal, relacionados à sua atuação política e institucional no exterior durante o período em que permaneceu fora do país.

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