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sábado, 3 de janeiro de 2026
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Ataque dos EUA à Venezuela: Trump afirma captura de Maduro

Segundo declarações do presidente Donald Trump e relatos divulgados nas redes sociais, o ataque militar dos Estados Unidos teria atingido Caracas e outros estados venezuelanos na madrugada deste sábado (3), agravando a crise diplomática entre os dois países

Anna Salgadopor Anna Salgado em 3 de janeiro de 2026
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Foto: Divulgação/ Kremlin - Casa Branca

Na madrugada deste sábado(3), as forças militares dos Estados Unidos realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela, atingindo a capital, Caracas, e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O presidente americano, Donald Trump, utilizou sua rede social, a Truth Social, para afirmar que o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país por via aérea.

Detalhes da Operação Militar As ofensivas começaram por volta das 2h (6h no horário de Brasília), com múltiplas explosões que iluminaram o céu de Caracas e causaram quedas de energia, especialmente na região sul da cidade. Relatos indicam o uso de mísseis, foguetes e o possível envolvimento de helicópteros CH-47G Chinook, projetados para operações secretas. O Fuerte Tiuna, maior complexo militar do país e sede do Ministério da Defesa, foi visto em chamas após ser um dos principais alvos.

Reação do Regime e Estado de Emergência Diante da agressão, o governo venezuelano declarou estado de emergência nacional e mobilizou suas forças de defesa. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que o paradeiro de Maduro é desconhecido e exigiu uma “prova imediata de vida” do casal. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, denunciou que os ataques atingiram áreas urbanas e populações civis, anunciando um “desdobramento massivo” de mísseis e sistemas de armas para resistir à invasão.

Contexto Internacional e Crise Diplomática A escalada de tensão entre Washington e Caracas intensificou-se desde agosto de 2025, quando os EUA enviaram navios ao Caribe sob a justificativa de combate ao narcotráfico, chegando a bombardear embarcações e aumentar a recompensa pela captura de Maduro. Agora, o chanceler Yván Gil solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, acusando os EUA de violarem a soberania e o Direito Internacional.

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Foto: Reprodução/X/@_ReporteMorelos

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As reações globais após o ataque foram imediatas e divididas:

  • Colômbia: O presidente Gustavo Petro ordenou a mobilização de militares para a fronteira e classificou a ação como uma “agressão à soberania” da América Latina.
  • Rússia, Irã e Cuba: Condenaram duramente o ataque, com Moscou afirmando que a “hostilidade ideológica” prevaleceu sobre a diplomacia.
  • Argentina: O presidente Javier Milei comemorou a captura, declarando que “a liberdade avança”.
  • União Europeia: Pediu contenção e respeito à Carta das Nações Unidas, embora questione a legitimidade de Maduro.

Donald Trump agendou uma entrevista coletiva para as 13h (horário de Brasília) em Mar-a-Lago, na Flórida, onde deve fornecer mais detalhes sobre a custódia do líder venezuelano. Enquanto isso, o clima em Caracas após o ataque permanece de extrema incerteza, com moradores relatando pânico e o sobrevoo contínuo de aeronaves militares.

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