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sábado, 10 de janeiro de 2026
TENSÃO

Groenlândia e Europa se mantém alerta após declarações de Trump

Premiê da Groenlândia diz que Washington deve buscar um diálogo respeitoso após falas do líder norte-americano

Lalice Fernandespor Lalice Fernandes em 6 de janeiro de 2026
Groenlândia
Foto: Divulgação/ Casa Branca

As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a necessidade de adquirir a Groenlândia provocaram reação de autoridades locais e de líderes europeus, que passaram a cobrar respeito à soberania e às normas internacionais. O tema ganhou força após Trump afirmar, em entrevista publicada no domingo (4), que a posse da ilha seria essencial para a defesa norte-americana.

Nesta terça-feira (6), o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, disse que Washington deve buscar um diálogo respeitoso por meio dos canais diplomáticos e políticos adequados, com base em acordos existentes. Segundo ele, o apoio dos países europeus é importante em um momento em que “os princípios internacionais estão sendo desafiados”.

venezuela
Foto: Divulgação/ European Parliament

Trump afirma que os EUA “precisam da Groenlândia”

Trump afirmou à revista The Atlantic: “Precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa”. As falas levaram os governos da Dinamarca e da Groenlândia a reagirem. Em comunicado, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou que “não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA anexarem a Groenlândia” e afirmou que os Estados Unidos não têm o direito de anexar “nenhum dos três países do Reino da Dinamarca”.

Nielsen também fez críticas às associações com a Venezuela. “Quando o presidente dos Estados Unidos diz que ‘precisamos da Groenlândia’ e nos associa à Venezuela e à intervenção militar, isso não é apenas errado. É desrespeitoso”, afirmou.

Líderes europeus assinam declaração conjunta

Ainda, a reação europeia se ampliou com uma declaração conjunta de líderes da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e Reino Unido, divulgada na terça-feira. “Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre assuntos que lhes dizem respeito”, diz o texto.

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