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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
mobilidade urbana

Patinetes elétricos viram alerta para saúde e segurança de jovens

Especialistas questionam impactos dos patinetes elétricos na mobilidade urbana

Luana Avelarpor Luana Avelar em 7 de janeiro de 2026
Patinetes elétricos
Foto: iStock

Os patinetes elétricos se consolidaram como símbolo da micromobilidade nas grandes cidades, associados à ideia de rapidez, modernidade e redução de emissões. No entanto, estudos recentes e dados oficiais indicam que o uso crescente desses veículos entre jovens pode trazer consequências relevantes para a saúde pública e a segurança no trânsito.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a inatividade física é uma das maiores ameaças à saúde no século 21. Nesse contexto, a substituição de caminhadas ou deslocamentos de bicicleta por patinetes elétricos reduz oportunidades diárias de movimento, fundamentais para o desenvolvimento físico e emocional de crianças e adolescentes. Pesquisas apontam que o gasto energético ao usar patinetes é inferior ao da caminhada, o que favorece a perda de atividade física ao longo da rotina.

Patinetes elétricos e perda de mobilidade ativa

Ao permitir trajetos mais curtos e diretos, os patinetes elétricos diminuem o tempo de exposição ao esforço físico e até a interação social durante o deslocamento. Especialistas destacam que trajetos antes feitos a pé ou de bicicleta, especialmente no caminho para a escola, passam a ser realizados de forma assistida, o que pode contribuir para o aumento de doenças crônicas no longo prazo.

Além dos impactos físicos, há reflexos psicossociais. A redução do deslocamento ativo tende a diminuir momentos de convivência, conversas e trocas entre jovens, elementos importantes para o desenvolvimento social.

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Aumento de acidentes preocupa autoridades

Outro ponto de atenção é a segurança. Dados da Direção Geral de Trânsito da Espanha mostram que, em 2024, 459 pessoas foram hospitalizadas após acidentes com veículos de mobilidade pessoal, sobretudo patinetes elétricos, um aumento de 34% em relação ao ano anterior. O número de mortes quase dobrou, chegando a 19, sendo que metade dos feridos tinha menos de 25 anos. Tendências semelhantes foram observadas em outros países europeus.

As lesões mais comuns incluem fraturas graves e traumatismos, agravados pela velocidade, instabilidade das rodas e uso reduzido de capacete. A falta de infraestrutura adequada e educação viária amplia os riscos associados aos patinetes elétricos.

Caminhos para uma mobilidade mais saudável

Especialistas defendem que a solução não está na proibição, mas no incentivo à mobilidade ativa. A bicicleta surge como alternativa capaz de conciliar saúde, sustentabilidade e segurança. Investimentos em ciclovias, educação no trânsito e políticas urbanas voltadas a pedestres são apontados como essenciais para que os jovens não troquem movimento por comodidade.

Embora os patinetes elétricos sejam uma ferramenta de transporte, o debate atual reforça que eles não substituem práticas fundamentais para a saúde física. Promover cidades mais caminháveis e pedaláveis é visto como passo decisivo para proteger as novas gerações.

Patinetes elétricos
Foto: iStock

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