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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
NEGOCIOS

Alta dos eventos corporativos impulsiona economia e logística

O setor de eventos corporativos registrou crescimento de 19,98% em 2025

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 9 de janeiro de 2026
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Foto: Divulgação

O mercado de eventos corporativos no Brasil chega a 2026 em ritmo acelerado e cada vez mais estratégico para as empresas. Dados consolidados da plataforma DataEventos mostram que o setor registrou crescimento de 19,98% no volume de eventos realizados ao longo de 2025, na comparação anual, confirmando uma trajetória de consolidação após a retomada do presencial. Mais do que números, o movimento revela uma mudança estrutural: eventos deixaram de ser ações pontuais de marketing e passaram a ocupar o centro das estratégias comerciais, institucionais e de relacionamento.

Esse aquecimento impacta diretamente outros setores da economia, especialmente viagens corporativas, aviação, hotelaria, transporte rodoviário e serviços terceirizados, criando um ecossistema cada vez mais integrado e competitivo.

Viagens corporativas crescem e pressionam custos

O avanço dos eventos corporativos impulsionou fortemente a mobilidade empresarial. Em 2025, o volume de viagens corporativas destinadas a eventos B2B e B2C cresceu 46%, segundo levantamento da agência VOLL. Apenas no quarto trimestre, a demanda por voos aumentou 20%, refletindo a concentração de feiras, convenções e encontros estratégicos no segundo semestre.

Com isso, os custos subiram. O ticket médio das passagens aéreas avançou 23% no último trimestre de 2025, passando de R$ 1.165 para R$ 1.439. No acumulado do ano, a alta foi de 16%, alcançando média de R$ 808. O cenário pressiona os orçamentos corporativos e exige planejamento logístico mais rigoroso, especialmente para empresas com agendas intensas de eventos.

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Foto: Divulgação

São Paulo lidera, mas interior ganha protagonismo

A dinâmica regional confirma São Paulo como principal polo de eventos e negócios do país. O preço médio das passagens com destino à capital paulista subiu 17% no fim de 2025, acompanhando a alta demanda. Em paralelo, o modal rodoviário registrou crescimento recorde de 164% no volume anual de viagens, impulsionado por eventos no interior, com destaque para cidades como Campinas, Ribeirão Preto e Belo Horizonte.

Esse movimento de descentralização também se reflete em outros estados, abrindo espaço para novos polos regionais e fortalecendo economias locais.

Leia também: Goiás bate recorde e abre 178,5 mil novas empresas em 2025

Goiás e Goiânia entram no radar dos grandes eventos

Em 2026, Goiás e Goiânia passam a ocupar posição estratégica no mapa nacional dos eventos corporativos. A capital goiana vem se consolidando como hub regional para convenções, encontros do agronegócio, eventos institucionais, feiras técnicas e congressos setoriais, aproveitando a localização central, a malha rodoviária e a expansão da rede hoteleira.

O crescimento do agronegócio, da indústria de alimentos, da logística e do setor de serviços no estado tem ampliado a demanda por eventos presenciais voltados à geração de negócios, relacionamento com fornecedores e fortalecimento de marca. Esse cenário favorece empresas locais especializadas em organização, tecnologia, audiovisual, cenografia e gestão de participantes.

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Foto: Divulgação

Terceirização vira regra no mercado de eventos

Com o aumento da complexidade operacional e da pressão por eficiência, a terceirização se consolida como tendência dominante no setor de eventos corporativos. Empresas optam por contratar agências especializadas para cuidar de toda a cadeia: planejamento, produção, tecnologia, logística, viagens, hospedagem, credenciamento e análise de dados.

Segundo especialistas do setor, integrar soluções tecnológicas tornou-se essencial para controlar custos e ganhar escala. Plataformas de inteligência de mercado, gestão de viagens e acompanhamento de performance passaram a ser decisivas para lidar com o alto volume de demandas e com a elevação dos preços.

Mercado mais competitivo e foco em experiência

Apesar do crescimento, o ambiente se tornou mais competitivo. A taxa de conversão de propostas em contratos fechados caiu de 66,22% para 57,45%, indicando maior exigência por parte das empresas contratantes. O movimento é puxado, sobretudo, pelos micro eventos, focados em relacionamento direto com clientes e engajamento de parceiros.

Para 2026, a expectativa do mercado é positiva. O modelo presencial segue fortalecido, mas agora aliado à inteligência de dados, personalização e experiência do cliente. Empresas que investem em gestão profissional, soluções sob medida e terceirização qualificada tendem a ganhar espaço em um setor que se consolida como pilar estratégico dos negócios no Brasil.

 

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